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“Para o produtor não basta ter volume é preciso ter renda”, diz economista da Farsul sobre atual safra de soja

27 de março de 2017
Mesmo com a boa produtividade da soja da atual safra, a rentabilidade financeira para o agricultor pode não ser tão alta quanto o número de sacas que sai das lavouras. É o que aponta estudo da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul. O economista da Farsul, Antônio da Luz, durante entrevista nesta manhã na RPI, disse que nessa safra a rentabilidade do produtor de soja vai cair entre 21 e 22%.

Isso ocorre porque a oleaginosa reduziu de preço para o agricultor e, por outro lado, houve aumento de custos dos agroquímicos, combustível, sementes e da mão-de-obra. Apenas os fertilizantes apresentaram queda de preço. Antônio da Luz comentou que não apenas a soja, mas também outras culturas têm redução de lucro para o agricultor. O levantamento da Farsul identifica que o milho apresenta queda de rentabilidade de 59%. O arroz também está nesta esfera de baixa.

Nessa mesma época, no ano passado, soja e milho tinham preços melhores. O milho, por exemplo, era comercializado a 37 reais a saca de 60 quilos. Atualmente está em pouco mais de 20 reais. “Para o produtor não basta ter volume é preciso ter renda”, esclarece o economista ligado à Farsul. Em relação à cotação da soja, Antônio da Luz não arrisca fazer projeções detalhadas, mas observa que até os meses de maio ou junho desse ano não deve acontecer significativa mudança. Isso porque é somente em meados do ano que ocorre projeção de rendimento da safra de soja dos Estados Unidos, cuja colheita transcorre em dezembro. No entanto, ele também destaca que o cenário político e econômico brasileiro é outro fator que poderá influenciar no preço da soja.

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