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“Se quiserem, me derrubem”, diz Temer a jornal

22 de Maio de 2017

Ao se pronunciar novamente sobre a crise política no Brasil, o presidente Michel Temer concedeu entrevista ao jornal Folha de São Paulo, e reiterou o desejo de permanecer no cargo. “Se quiserem, me derrubem”, disse em uma matéria divulgada na manhã de hoje, 22.

Questionado se irá cumprir a regra que estabeleceu, de que o ministro denunciado será afastado do cargo, Temer negou e explicou que é chefe do Executivo, enquanto ministros são agentes do mesmo poder. Ele ainda reforçou que não pretende se afastar voluntariamente porque questionou a gravação feita por Joesley. 

Temer fala que conhecia Joesley antes desse episódio e disse que sabia que o empresário era falastrão. O chefe de Estado garantiu que não deu a menor atenção quando o dono da JBS afirmou que “comprou” um procurador e dois juízes.

Para Temer, não houve prevaricação no encontro que ele teve com Joesley no Palácio do Jaburu. O presidente afirmou ainda que Joesley o procurou três vezes, e em uma delas, até ligou para sua secretária. 

O presidente não considerou uma falha ter recebido o empresário em sua residência oficial. “Foi um hábito. Não é ilegal (está na lei 12.813/13) porque não é da minha postura ao longo do tempo. Bastava ter um detector de metal para saber se ele tinha alguma coisa ou não, e não me gravaria”, disse.

O presidente Michel Temer, quando questionado sobre as imagens do deputado Rocha Loures correndo pela rua com uma mala, avaliou que tudo foi montado. “Vou esclarecer direitinho. Primeiro, tudo foi montado. Ele (Joesley) teve 15 dias de treinamento, vocês que deram (em referência à Folha) para gravar, fazer a delação, como encaminhar a conversa”, acrescentou.

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