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A Cena Vive e o sonho de dar voz e vez a talentos sem visibilidade e apoio

22 de novembro de 2021

Em um país com recordes de desemprego e aumento acelerado da criminalidade, quanto valem as iniciativas que buscam resgatar jovens e adolescentes de um caminho incerto, perigoso e que oferece quase sempre o mesmo desfecho: uma morte precoce ou o encarceramento? Quantas vidas são salvas pela arte, diariamente? O que as políticas governamentais entendem por arte quando destinam recursos a grupos e pessoas? 

Em Ijuí, um projeto autodidata e alimentado por sonhos, busca oferecer ao jovem pobre e sem visibilidade, a oportunidade de viver de música. Alicerçada no sonho de Felipe Schevchenko, A Cena Vive nasceu em 2018 e, desde então, tem sido o motor por trás de muitas produções artísticas. Em entrevista à Rádio Progresso, Felipe explicou que a A Cena Vive é uma produtora, que desenvolve trabalhos audiovisuais independentes e autorais. 

Todo o financiamento do projeto é feito através do esforço das pessoas que acreditam nele. “No começo pensamos que poderíamos criar músicas em formato de Rap e como não havia ninguém produzindo este estilo aqui, resolver aprender e fazer tudo sozinhos”, explicou Felipe, acrescentando que num primeiro momento os esforços foram concentrados em organizar a forma de trabalho. “No começo foi bem difícil e com o tempo compramos os equipamentos para o estúdio e para a produção de clipes e depois ainda precisamos entender como funcionava para lançarmos as produções nas plataformas digitais”.

Um outro integrante com protagonismo na produtora é o “Rocatho”, integrante desde o início. À RPI, ele ressaltou a importância da iniciativa. “Procuramos ajuda dos governos para fazermos este trabalho, mas não fomos ouvidos. Fizemos tudo do nosso bolso e com nosso esforço”. Sobre isso, Schevchenko reforçou. “Desde o começo buscamos ajuda e tivemos apoio zero”. 

Outro ponto levantado pela dupla diz respeito à marginalização do RAP como ritmo musical. “Sabemos que o Rio Grande do Sul é bastante conservador e é comum vermos preconceito com o nosso trabalho, antes mesmo de conhecer”, pontuou Felipe. Rocatho, neste caso, evidenciou a importância das letras como forma de expressão e protesto. 

Quem quiser saber mais sobre a Produtora ou mesmo contribuir com o financiamento, pode procurar os integrantes nas redes sociais ou entrar em contato com o Felipe, através do telefone (55) 99159 7778.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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