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“A China também precisa do Brasil para se alimentar”, diz economista

10 de setembro de 2021

O Presidente Jair Bolsonaro mudou o tom ao falar sobre a China, na abertura da cúpula do Brics. No discurso, o presidente evitou qualquer crítica ao comunismo e aos chineses, rasgando elogios ao presidente Xi Jinping. O elogio aos chineses contrasta com a atitude mantida pelo presidente de questionar a eficácia da vacina produzida em Pequim, minar os esforços do Instituto Butantan por doses e disseminar teses sem comprovação sobre as intenções estratégicas do chineses.

Em entrevista à Rádio Progresso, o economista chefe da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, Farsul, Dr. Antônio da Luz, disse que a postura adotada pelo presidente condiz com o que se espera de um chefe de estado, já que a China é um parceiro comercial fundamental para o país. “O discurso do presidente mostra que ele está fazendo o correto, que é separar suas convicções políticas das medidas que devem ser tomadas. A China é fundamental na parceria com o país”. 

Antônio da Luz disse ainda que, obviamente, o Brasil depende das relações comerciais com a China, especialmente para o crescimento do agronegócio, no entanto, a manutenção da relação amistosa com o país é interesse mútuo. “A China precisa do Brasil tanto quanto o contrário, já que dependem do Brasil para comer, por exemplo. Não podemos relativizar a importância que o Brasil tem nesta parceria”. 

A China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009 e as relações comerciais entre os países têm se tornado cada vez mais intensas. Nos dois primeiros anos da gestão Bolsonaro, a dinâmica comercial não foi afetada pelas tensões diplomáticas.

Segundo dados do Ministério da Economia (ME), no primeiro trimestre de 2021, em comparação com o mesmo período de 2020, a corrente de comércio entre os países cresceu 19,5%, e as exportações brasileiras para a China 28%. Os destaques das vendas brasileiras (ver tabela 1) têm sido a soja, o petróleo e o minério de ferro. Somados, os 3 produtos constituíram 79% das exportações brasileiras para a China entre janeiro e março de 2021, refletindo a continuidade da pauta de exportações para a China que nos últimos anos foi dominada – sempre em mais de 70%, de acordo com dados do ME – pelos mesmos três produtos.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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