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Conselho Regional de Medicina do RS critica estratégia sobre Cloroquina: “Gasto desnecessário de recursos públicos”

24 de maio de 2020
Presidente do Cremers

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul, o Cremers, está extremamente cético quanto aos benefícios da Hidroxicloroquina, medicamento recomendado pelo Ministério da Saúde para tratar pacientes com Coronavírus no País. Em entrevista à RPI, o presidente do Cremers, Eduardo Trindade (foto), afirmou que a contrariedade do Conselho quanto ao medicamento não tem cunho político. A restrição ocorre porque, segundo Trindade, não há nenhum estudo científico confiável que aponte os benefícios da Cloroquina no tratamento da Covid-19.

“Não se confirma, nos últimos estudos, o real benefício da Hidroxicloroquina. Então nós achamos temerário apostar todas as fichas numa suposta solução para o Coronavírus, algo que não está se confirmando. A maioria dos pacientes teve a forma mais branda da doença, obteve a cura através do próprio sistema imunológico, mas muita gente está extrapolando resultados, porque usou Cloroquina e se curou, atribuindo essa melhora ao medicamento. A Cloroquina também não está livre de efeitos colaterais, então acho que há um gasto desnecessário de energia e recursos que é muito grande em uma estratégia que é falha desde o início”, afirma Trindade.

Por fim, ele afirma que o Cremers, e nenhuma entidade, proíbe o uso da Cloroquina. Porém, os profissionais da Medicina terão que assumir os riscos, caso prescrevam a Cloroquina para pacientes com a Covid-19. Trindade afirmou, ainda, que no Estado já há relatos de médicos que foram pressionados por pacientes que exigiam a prescrição da Cloroquina, algo que é condenável, conforme o presidente do Conselho de Medicina.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí.

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