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‘Meu afastamento é um ato da política apodrecida que ronda o HCI’, diz Aníbal Nogueira

29 de outubro de 2020

O Doutor Oncologista Aníbal Nogueira concedeu entrevista à Rádio Progresso de Ijuí hoje, dia 29, em relação ao seu desligamento das funções no Hospital de Caridade de Ijuí. Ele atuava no Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) da entidade. Segundo Aníbal eram realizadas 20 consultas clinicas todos os dias e o acompanhamento de 3mil pacientes de toda a região.

O médico contestou a informação repassada pelo Presidente da Instituição Paulo Stumm, ontem, que o principal motivo da rescisão contratual foi a duplicidade de pagamentos. Conforme Aníbal, ele nunca recebeu duplamente por nenhum tipo de serviço prestado. O que acontece, conforme o oncologista, é que existem empresas prestadoras de serviços no Cacon do Hospital. Uma delas sob responsabilidade do Doutor Fábio Franke, que coordena o centro. Segundo Aníbal, existe uma parceria com Franke na aplicação de quimioterapias e ele recebe por isso, pois o seu contrato com o Hospital, seria de dedicação clínica aos pacientes do centro de oncologia. “Não tenho contrato com outra empresa. O Fábio Franke me passa um valor por aplicação de Quimioterapias, temos uma parceria”, pontuou.

Aníbal Nogueira disse que existe uma ‘caça as bruxas’ no Hospital, se referindo a demissões e afastamento de profissionais que deram apoio a ele no período eleitoral. “A minha demissão é injustificada e mentirosa, fruto da política apodrecida que existe no HCI”. Durante a entrevista, Nogueira relatou que vai a justiça contra o atual presidente da instituição, para que ele prove esse recebimento por duplicidade. “Eles se enganam comigo. Eu sempre vou reagir” disparou o médico.

Aníbal Nogueira disse ainda que está atento quanto da utilização das estruturas do Hospital para benefícios políticos. “Ninguém vai utilizar o HCI para conseguir benefícios indevidos como; furar filas do SUS ou conseguir exames e consultas por troca de favores eleitorais. Se eu souber. Eu denunciarei”. Disse Nogueira.

Por fim, em relação aos atendimentos de pacientes. Aníbal Nogueira disse que seguirá acompanhando os desenvolvimentos e não desconsidera a retomada de suas atividades no hospital, desde que, segundo ele, tenha ambiente para trabalhar. “Não desconsidero deixar de lado essas brigas políticas e construir um movimento pela entidade. Porém a atual direção não chama os médicos para conversar. Me preocupa o silêncio do Corpo Clínico no Hospital de Caridade de Ijuí”, finalizou. 

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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