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2,5 mil toneladas de petróleo cru caíram no mar, indica investigação

1 de novembro de 2019
Trabalho de limpeza na praia dos Carneiros, em Pernambuco — Foto: BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM/ESTADÃO CONTEÚDO

Os investigadores estimam que 2,5 mil toneladas de óleo foram derramados no oceano pelo navio Bouboulina, de bandeira grega, suspeito do crime ambiental que atingiu praias dos nove estados do Nordeste. A Polícia Federal ainda não sabe, entretanto, se o houve um acidente ou vazamento do navio. Uma operação foi iniciada pela PF na manhã desta sexta-feira (1º) para cumprir mandados na sede da empresa Lachmann Agência Marítima, responsável pelo navio.

Em nota, a Lachmann afirma que não é alvo da investigação da PF, e que foi solicitada para colaborar com as investigações. Isso porque, segundo alega, em 2016 atuou como prestadora de serviço para a empresa dona do navio suspeito. “A agência marítima é uma prestadora de serviços para as empresas de navegação, não tendo nenhum vínculo ou ingerência sobre a operacionalidade, navegabilidade e propriedade das embarcações”, diz a Lachmann no comunicado à imprensa.

“Nós temos a prova da materialidade e indícios suficientes de autoria. O que nos falta são as circunstâncias desse crime, se é doloso, se é culposo, se foi um descarte ou vazamento”, afirmou o delegado da Polícia Federal no Rio Grande do Norte, Agostinho Cascardo.

De acordo com a procuradora-chefe da Procuradoria da República no Rio Grande do Norte, Cibele Benevides, ainda não é possível dizer se novas manchas chegarão à costa potiguar. “Esse óleo que chegou na costa brasileira não representa todo o óleo que foi derramado. Uma parte do óleo pode ser evaporada, em torno de 40%; uma parte pode ficar decantada e vir devagar para a costa brasileira. Então, a gente ainda não tem como afirmar que parou, que cessou, ou quando vai cessar. (…) Estima-se que a mancha original foi de 2,5 mil toneladas de petróleo cru”, afirmou.

O navio carregou um milhão de barris de petróleo na Venezuela, segundo informações da empresa de geointeligência Kpler, ao G1. Segundo os investigadores, a embarcação é legal e o cumprimento dos mandados visa levantar documentações e informações sobre os dados da carga, tripulação, e o que aconteceu. O navio ainda está em alto mar.

“O navio está sendo monitorado e se dirigindo provavelmente pra Costa da África. Assim que ele aportar a gente tenta conseguir mais informações.No momento o foco são as empresas de representação do navio aqui (no Brasil). As empresas não são suspeitas, elas são simplesmente alvo na busca de documentos que possam ajudar a identificar o que aconteceu, mas elas em si não são investigadas”, reforçou a procuradora.

Segundo a PF, a embarcação deixou a Venezuela no dia 18 de julho e a primeira aparição da mancha ocorreu dia 29, às 11h55 da manhã. “A partir daí a mancha começa a se espalhar e se dirigir a Oeste”, pontuou o delegado.

Para os investigadores, apenas um navio mercante, carregado de petróleo, poderia ter deixado essa mancha, ressaltou o delegado. Cascardo destacou que o navio já havia ficado preso nos Estados Unidos, em abril, por causa de problemas no filtro de descarte da embarcação.

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Fonte: G1

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