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“A direção me deu liberdade para trabalhar”, diz Sandro Palharini sobre montagem do elenco do São Luiz campeão do Interior

1 de maio de 2020

Um dos responsáveis pela montagem do elenco do São Luiz na temporada 2013, Sandro Palharini relatou para a reportagem da Rádio Progresso de Ijuí como foi o processo para fazer o grupo que sagrou-se campeão do Interior.

“Eu já estava indo para o meu terceiro ano como diretor de futebol do clube, mas não participava muito das montagens do grupo. Estava aprendendo em 2011 e 2012. Importante saber que quando um ex-jogador entra na parte administrativa de um clube é outra coisa. Fui aprendendo bastante, aprendi muito com o Beto Campos. Ele que me ensinou a tratar com o jogador, fazer as ligações, etc…tudo isso em 2010. No final de 2012, a direção me chamou e disse que iria me dar uma oportunidade de montar o grupo, porém o treinador chegaria depois. Então eu teria que arriscar, tinha que ter uma ideia pra tentar fazer algo.

Particularmente eu sempre gostei de jogadores que atuam no interior paulista, acho lá um futebol muito forte, então solicitei a direção para ir lá, onde fiquei 20 dias assistindo jogos e observado jogadores. Já em São Paulo eu contratei o Oliveira. Já conhecia o Thiago Costa que indicou o Júnior Barbosa e o Marcel.  Descobri o Washington que estava jogando na terceira divisão. Ele tinha 21 anos e acertei com ele. Por fora, consegui acertar com o Chicão que estava na Chapecoense e já acertei com o Baiano que também era nosso conhecido. O técnico Tiago Nunes me indicou o Élton Macaé. O Donizetti indicou o goleiro Deivity que atuava no Cerâmica. Depois acertamos com o Eraldo, Tiago Duarte e o Gavião. O meia, fui assistir um jogo do Brasil de Pelotas e conversei com o Marcos Paraná e falei pra ele: “vamos acertar?” Estava difícil. O Novo Hamburgo também tinha feito proposta a ele e para ter uma ideia, ele acertou às 8 horas com nós. Depois fizemos o acerto com o Juba. Então foi uma mescla de jogadores que estavam jogando no interior paulista, com jogadores conhecedores do gauchão. Trouxemos o Adãozinho emprestado do Figueirense
e assim se formou o grupo. Um resumo de tudo isso foi a ousadia e a direção me deu liberdade para trabalhar. Tomamos a decisão de buscar um jogador caro e não dois baratos, então teríamos que ter 14, 15 atletas em condições de serem titulares e torcer para ninguém se machucar, tanto que durante o campeonato, somente o Washington machucou.

A partir daí veio o técnico, o Tonho Gil. Começamos a temporada, e nos dois primeiros jogos não conseguimos os resultados, vimos que a equipe não tinha encaixado e optamos por trocar. Trouxemos o Paulo Porto, que achou o time bom. A coisa começou a andar coisa começou a andar e chegamos onde chegamos.

Os jogos que mais marcaram, contra o Caxias na semifinal onde jogamos bem, vencemos e conseguimos trazer um grande da capital pra decidir na nossa casa e isso não é fácil, nunca tinha acontecido. O estádio teve um momento que não tinha nenhuma pessoa sentada. Foi impressionante, todo mundo enlouquecido.

E o outro jogo que me marcou foi o jogo lá com o Grêmio lá na Arena. Tivemos um segundo turno bom também e fomos atuar em Porto Alegre. Fizemos um grande jogo com um a menos – Thiago Costa foi expulso – e o Leandro Machado(nosso terceiro treinador na temporada) mexeu bem na equipe, recuou o Chicão e conseguimos neutralizar o Grêmio e ainda tivemos um pênalti do Bressan em cima do Juba não marcado pelo Daronco, um pênalti claro, mas errar faz parte. O jogo foi para os pênaltis e perdemos por 5 a 3.

Eu acho que foi um ano que dificilmente possa ser repetido. Tomara que repita, mas é muito difícil. Foi um ano excepcional”.

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Fonte: Foto: ECSL