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Agricultura e indústria puxam PIB gaúcho para cima no trimestre

15 de outubro de 2019
Foto: JOSÉ SCHÄFER/EMATER

O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul cresceu 4,7% no segundo trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Essa elevação, puxada, principalmente, pela agropecuária e pela indústria, é superior ao desempenho do País, que, no mesmo período, foi de apenas 1%.

No primeiro semestre, a alta acumulada no Estado é de 3,8%. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), subordinado à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag).

“Foi o melhor resultado para um semestre desde 2013, o ano pré-crise, especialmente se compararmos com o conjunto da economia brasileira”, observa o professor de Economia da Unijuí, Argemiro Brum. Por outro lado, ele alerta que o resultado, embora bastante positivo, deve ser visto com algumas ressalvas.

“O Rio Grande do Sul tem se mostrado especialmente dependente de dois setores: a indústria voltada à exportação, e a agropecuária. Foram segmentos que cresceram no primeiro semestre, mas há questões conjunturais relevantes. Na indústria, principalmente automotiva, ainda não houve o reflexo da crise argentina, o que certamente será sentido nos números deste segundo semestre. Já no agro, o bom resultado se dá por mais uma safra agrícola positiva, e os números deverão cair bastante nesta segunda metade do ano”, afirma o especialista.

A indústria gaúcha subiu 5,7%, enquanto a agropecuária subiu 9,2% na comparação com o resultado de 2018, com destaque para a produção de soja, que aumentou 5,4%, enquanto o milho cresceu 25,9%. O maior crescimento na indústria no segundo trimestre deste ano em comparação com 2018 foi o setor de veículos automotores, que subiu 40,6%.

Crescimento pouco sustentável

O pico positivo no primeiro semestre, porém, não indica que uma retomada mais efetiva do PIB ocorra neste momento, tanto no Estado quanto no País, avalia o professor.

“Infelizmente ainda estamos longe de um quadro de crescimento sustentável. A previsão de crescimento do PIB neste ano está abaixo de 1%, o que é um resultado pífio se lembrarmos que, para se recuperar dos anos de crise, a economia precisaria crescer a uma média de 4% ao ano pelos próximos três anos. No caso do Rio Grande do Sul, ficamos atrelados a esse cenário negativo, embora tenhamos esses picos de crescimento em função de algumas atividades que se sobressaem”, conclui Brum.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí.

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