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Amizade com ganso ajuda acolhido em centro de reabilitação no tratamento em Santa Rosa

17 de março de 2018
Uma amizade inusitada chama atenção no Noroeste do Rio Grande do Sul: Jonatan Emiliano, de 23 anos, acolhido em um centro de reabilitação para dependentes químicos, virou o melhor amigo do ganso Arroz, que vive no local.

O nome, aliás, foi escolhido por Jonatan. A espécie costuma ser arredia, avessa ao contato humano. O próprio Arroz não é muito chegado a outras companhias, além de seu amigo do peito. Quando outras pessoas se aproximam, ele grita. E quando Jonatan chegou ao centro, precisou enfrentar o temperamento do ganso.

"Cada vez ele ia chegando mais perto, até o dia que eu comecei a passar a mão nele, pegar no colo, de vez enquanto ele me mordia, me expulsava, aí eu virava as costas, ao invés de brigar", conta Jonatan.

O contato com os animais que vivem no centro de reabilitação ajuda no tratamento dos que procuram ajuda. Eles precisam se envolver em atividades, como cultivar a horta e cuidar da alimentação dos animais. Em seis meses no local, Jonatan ganhou um amigo e um incentivo para seguir com o tratamento.

"Muitas vezes eu levantava atribulado, pensava em ir embora, mas pensava: "quem vai cuidar dele?" Virou uma amizade assim, inexplicável. Os animais sabem quem gosta deles e quem não gosta. E eu gosto muito dele, não judio dele, nunca judiei", afirma Jonatan.

Para a equipe da comunidade terapêutica, foi uma surpresa. "Sinceramente, nunca tinha visto. Isso tem chamado a atenção, e a gente tem trabalhado com ele, a calma na solução dos problemas", diz a assistente social do local, Ereni Schmitt.

"Isso é um caminho pra mudança, mostrando pra ele que, se aconteceu aquilo de bom, então é porque ele pode ir mais longe", conclui Ereni.

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