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Após 150 funcionários serem demitidos em 2019, outros 40 são desligados da John Deere de Horizontina

5 de março de 2020
Foto: John Deere/divulgação
A John Deere demitiu ontem (4) 40 trabalhadores que trabalhavam na fábrica de Horizontina. Ainda em 2019, outros 150 colaboradores foram desligados. Conforme o Sindicato dos Metalúrgicos de Horizontina e Região, a empresa afirmou que o fato ocorre devido a queda nas vendas. A montadora ainda disse que vai reduzir a produção de uma colheitadeira por dia para se adequar a demanda atual.
Em nota oficial, o Sindicato dos Metalúrgicos lamentou as demissões. Disse que recentemente a multinacional americana surpreendeu a entidade ao anunciar a não efetivação do segundo turno e a necessidade de demitir trabalhadores devido a uma baixa na produção prevista para 2019. O sindicato afirma ainda que o principal motivo das dispensas é a crise econômica e a falta de investimentos do governo federal na indústria brasileira, afetando diretamente a confiança dos empresários e produtores rurais no mercado brasileiro. 

Confira a nota na íntegra

O Sindicato dos Metalúrgicos de Horizontina e Região lamenta as demissões que ocorreram nesta quarta-feira (4), na John Deere. Hoje, 40 trabalhadores foram desligados, dos quais, seis aderiram ao Programa de Demissão Voluntária (PDV) oferecido pela empresa. Meses atrás, a John Deere surpreendeu a nossa entidade ao anunciar a não efetivação do segundo turno e a necessidade de demitir trabalhadores e trabalhadoras devido a uma baixa na produção prevista para 2019. Em novembro do ano passado, a John Deere informou o desligamento de 150 trabalhadores.

Novamente, o Sindicato buscou de todas as maneiras evitar essas demissões, porém infelizmente, isso parece estar virando prática na empresa. Ressaltamos que o produto da empresa são as máquinas agrícolas e este setor é um dos menos atingidos pela crise econômica que assola o país, e os trabalhadores não deveriam estar sendo penalizados. Reafirmamos que estaremos ao lado desses trabalhadores, auxiliando em todo o processo de rescisão.

Salientamos que o principal motivador dessa medida radical é a crise econômica e a falta de investimentos do governo federal na indústria brasileira, afetando diretamente a confiança dos empresários e produtores rurais no mercado brasileiro. Sabemos que há inúmeros programas e incentivos para o setor agrícola, se o produtor não compra as máquinas, é justamente, porque não se sente seguro diante da instabilidade da economia. Soma-se a isso, a baixo crescimento da ecomonia, a falta de políticas públicas para a geração de empregos e distribuição de renda.

Diante disso, lamentavelmente, o Brasil está indo para o buraco e quem paga a conta da crise e da falta de investimentos no setor, por parte do governo federal, é o trabalhador.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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