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Árvore de Natal é feita com lixo retirado do mar

21 de dezembro de 2017
Uma árvore de Natal diferente, com aproximadamente nove metros de altura, chama a atenção de moradores e visitantes que passam por Ubatuba em São Paulo.  A árvore contém em sua maior parte resíduos coletados pela equipe de monitoramento do Instituto Argonauta, durante o trabalho de fiscalização, que tem como objetivo encontrar carcaças de tartarugas, baleias, golfinhos e aves marinhas.

Ao longo de alguns meses o lixo coletado foi utilizado para chamar a atenção das pessoas quanto à forma que está sendo feita o descarte ou abandono do lixo no meio ambiente. O trabalho foi realizado em parceria do Instituto Argonauta, Projeto Tamar e Aquário de Ubatuba, no bairro Itaguá, na Praça da Baleia.

Tem de tudo um pouco: chinelo, garrafa pet, boia, colete salva vidas, brinquedos, escova de dente, bolas de enfeites natalinos, essas foram recolhidas após um acidente com navio despejar containers no mar, além de redes de pesca, que parte delas era ‘’redes fantasma’’ recolhidas do mar pelas equipes. Há também redes doadas pela Polícia Ambiental, sendo que uma das cordas foi retirada do corpo de uma baleia. Os enfeites foram feitos pelo programa Eco Formativo – Nosso Papel de Futuro do Projeto Tamar.

“Eu adorei essa ideia, é uma ótima reflexão. A gente imagina que árvore de Natal sempre é bonita, mas essa não é por ter tanta sujeira que foi encontrada nas praias e isso é triste”, ressalta Daniela Oliveira que estava passeando com as filhas, que ficaram impressionadas com tanto lixo.

Em comemoração ao Natal de 2017, a árvore foi colocada na Praça da Baleira, ao lado do Aquário de Ubatuba, em uma edição maior do que já executada anteriormente, com objetivo de conscientizar a população da responsabilidade individual e coletiva sobre o lixo no mar que mata, todos as anos, milhares de animais marinhos.

De acordo com o coordenador técnico do Tamar, José Henrique Becker, 50 anos, a composição da árvore teve o auxílio de jovens junto com os estagiários do Tamar, que ajudaram na confecção de algumas água vivas, feitas de garrafas pet. Uma forma de reaproveitamento das garrafas como forma de artesanato, além de complementar a decoração da árvore de natal chamando a atenção dos resíduos jogados no mar.

“Nos temos um programa de inclusão social, Ecoformativo que trabalha com jovens com idades de 14 a 17 anos.  Durante o período de um ano e meio passaram no Projeto Tamar desenvolvendo ações educativas, educação ambiental e cidadania e um dos temas abordados foi a questão do lixo no mar. Foram esses jovens que ajudaram na composição da árvore”, diz Henrique.

Para a base da árvore de natal foram utilizadas redes de pesca retiradas do mar, que geralmente são um descarte de material não reciclável, composto por plástico (Nylon) que tem um tempo de decomposição de mais de 30 anos.

A árvore foi construída em quatro dias e contou com a ajuda de 30 pessoas que auxiliaram na montagem.

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