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Assis Melo em Ijuí: “Não vamos ficar olhando enquanto os golpistas nos impõem retrocessos”

20 de fevereiro de 2017

Com a presença do Deputado Federal Assis Melo, o PCdoB de Ijuí realizou uma plenária no último sábado, 18, para mobilizar a militância pela resistência contra as propostas do governo ilegítimo golpista, que retiram avanços e conquistas dos trabalhadores e do povo. Assis Melo expressou que já passou da hora de todos aderirem a luta contra as reformas da previdência e trabalhista e expressou preocupação com o momento, pois há ameaça à democracia.
 

“Nós temos a necessidade de compreender as forças políticas que deram o golpe e o momento político para a luta. Temos a necessidade de aprofundar a análise da experiência dos 10 anos de governo progressista e as limitações, dificuldades e erros que cometemos e sobretudo, não olhar somente os erros dos aliados, mas os nossos erros, para a correção da nossa estratégia”, defendeu.
 

O deputado sublinhou que o PCdoB tem um rumo que é o da construção do socialismo, mas o problema atual é o caminho, nesta conjuntura de ataques a democracia, a Constituição Federal e as conquistas históricas de muitas lutas, como a Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT. “Nosso caminho, e o Partido tem isso bem claro, é um projeto de desenvolvimento para o país. Desenvolvimento da produção e do trabalho com investimentos soberanos. Lula e Dilma estavam neste caminho e o golpe mudou o governo e colocou para o país e para o povo uma agenda de retrocessos, sob ataque de interesses econômicos estrangeiros contra a indústria e as riquezas nacionais, com apoio do governo golpista. Ideias e grupos políticos que pensávamos estarem superados voltaram”.
 

Atuando no Congresso, Assis Melo referiu-se ao bloco chamado de Centrão, que atuava no congresso constituinte para barrar avanços no texto para dizer que há um novo centrão atuando, formado por forças que querem barrar avanços e impor retrocessos e garantiu, como trabalhador metalúrgico, com muitos anos de luta sindical, que o direito que se perde, é direito perdido e não é fácil reconquistá-lo. Para ele é preciso sairmos da apatia, achando que os retrocessos vão acontecer com “os outros” e que não nos atingirão.
 

“Não foi fácil chegar aqui e conquistar tudo o que conquistamos. Nós militantes do PCdoB e todo o povo temos que levantar nossas cabeças e reagir, neste momento, resistindo e lutando para não perder. Um governo, ainda mais um governo ilegítimo e golpista, não vai impor retrocessos conosco assistindo, de braços cruzados. Nosso Partido tem que se mobilizar e mobilizar o povo. Nós precisamos chamar o povo porque somos poucos ainda no movimento de resistência, de uma ampla frente de resistência, que carrega a convicção que o Brasil tem jeito e o Brasil que tem jeito é o Brasil que trabalha, que produz no dia a dia com a força do trabalho”, concluiu.

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