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Através de exposição fotográfica e documentário, projeto cultural busca valorizar atividades de Benzedeiras em Ijuí

30 de outubro de 2019

Através de ação proposta pela Prefeitura de Ijuí, em conjunto com a Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, com apoio do Museu Antropológico Diretor Pestana, um trabalho diferenciado será realizado no município: a elaboração de um documentário e exposição fotográfica sobre patrimônio cultural das atividades das benzedeiras de Ijuí.

A expressão dessas figuras enquanto ícones de saberes e religiosidade foi durante muito tempo a única alternativa a recorrer para sanar malezas, tanto de ordem física quanto espiritual, razão pela qual elas eram altamente requisitadas e prestigiadas.

Atualmente ainda é possível encontrar pessoas que praticam benzedura, porém, o número vem reduzindo consideravelmente, o que demonstra a urgência em registrar essa atividade enquanto ainda é possível, conforme destaca o secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Sérgio Correa. “Essa é uma prática que pode desaparecer, dessa maneira, fazer esse registro que desperte a atenção para a importância do patrimônio cultural material e imaterial é também uma forma de empoderamento e dignificação destas personagens tão presentes na cultura local” afirma.

Por se tratar de um tema bastante próximo a realidade das comunidades, será feita uma ação integrada com escolas e comunidade para o mapeamento/identificação das benzedeiras. O norte conceitual da pesquisa será de responsabilidade da equipe do Museu, que além de mapear as benzedeiras vai promover uma pesquisa bibliográfica, histórica e entrevista oral prévia. A exposição no Museu será composta por imagens históricas e captadas durante as filmagens. Além disso, o projeto prevê uma palestra sobre as benzedeiras e um minicurso de educação patrimonial destinado aos professores e trabalhadores de instituições culturais.

A pesquisa será pautada por três eixos principais: historicidade, para tratar da presença das benzedeiras e a importância, além do registro das primeiras práticas regionais e como se manteve no passar das décadas. Representatividade, reforçando o compromisso de benzer como uma missão, no entendimento das benzedeiras e, por fim, atuação, para falar sobre o que ainda faz com que as pessoas busquem pelas benzedeiras e quais são as mazelas tratadas.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí

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