Busca rápidaX

MANCHETES

Bira Teixeira assume caso de criança que morreu enquanto aguardava leito de UTI, em Cruz Alta

20 de janeiro de 2022

O advogado ijuiense Bira Teixeira, assumiu o caso da família da menina Betina Bessa, de apenas dois anos, que morreu enquanto aguardava leito em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Pediátrica, em Cruz Alta. Os pais, que cobram respostas do estado e investigação de supostas falhas humanas durante o atendimento prestado à bebê, prestaram depoimento na Polícia Civil na manhã desta quinta-feira, 20. 

Em entrevista à Rádio Progresso, Bira Teixeira explicou que a criança e a família fizeram peregrinação pelo sistema de saúde, durante seis dias. Primeiro, a menina foi levada à Unidade de Pronto Atendimento, UPA, após se sentir mal. No local, foi avaliada por um médico, que não pediu exames, prescreveu medicamentos e liberou para que a menina e a família retornassem para casa. No dia seguinte, retornaram à UPA, onde a história se repetiu. No terceiro dia, já com o quadro piorado, a menina precisou ficar internada e passou por exames, quando se identificou a grave do quadro.

A família solicitou que a criança fosse transferida para o Hospital São Vicente de Paula, o que foi negado. Betina permaneceu na unidade, que só pode manter pacientes nas dependências durante 24h, sendo obrigada a transferência para um local com mais estrutura e condições de atender o paciente, após esse período. Betina ficou na UPA por 36h, 12h a mais do permitido. 

Quando foi transferida para o HSVP, a criança já estava com o estado de saúde bastante agravado. Foi constatada a necessidade de internação em UTI Pediátrica, no entanto, a família não conseguia vagas. Na sexta-feira, 31 de janeiro, os pais receberam a notícia de que havia um leito disponível em Santa Maria. “Por volta das 16h, responsáveis pelo hospital retornaram a ligação negando a vaga, alegando que não havia médico para fazer um cateter na criança”, acrescentou o advogado. 

No dia 1º de janeiro, surgiu nova vaga em Passo Fundo, mas quando estava sendo preparada para a transferência, a menina faleceu em decorrência de uma infecção generalizada. O que o advogado e os pais buscam agora, são respostas. “Queremos saber porque a criança ficou mais do que o permitido na UPA, e não foi transferida. A Secretaria de saúde do estado alegou que não havia superlotação de UTI pediátrica no dia, então queremos saber porque a criança não recebeu um leito”, pontuou Bira Teixeira. 

O advogado disse ainda que todas as responsabilidades devem ser apuradas e que, apesar de ser um serviço terceirizado, a UPA é responsabilidade da administração de Cruz Alta. Também deve ser investigado se houve erro humano nesse processo, segundo ele. 

A família também está liderando uma campanha para tentar chamar a atenção das autoridades competentes para a necessidade da instalação de UTI Pediátrica em Cruz Alta ou outro município mais próximo. 

Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
error: Conteúdo protegido!