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Bolsonaro: ‘Se pudesse, privatizaria os Correios hoje, mas não posso prejudicar os servidores’

7 de janeiro de 2020

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta terça-feira, 7, que, se pudesse, “privatizaria os Correios hoje”, mas afirmou não querer prejudicar os funcionários da estatal e que não há como se comprometer com a concessão da empresa à iniciativa privada até o fim de seu mandato. “Não são fáceis as privatizações. Até o próprio Correios (sic), que a gente quer privatizar, mas tem dificuldade”, afirmou o presidente. “Se eu pudesse privatizar hoje, privatizaria. Mas não posso prejudicar o servidor dos Correios”, defendeu ao deixar o Palácio da Alvorada. 

Em agosto passado, os Correios e a Telebras se juntaram a outras oito marcas já em estágio mais avançado de estudos de viabilidade de serem privatizados — entre elas a Eletrobras e a Casa da Moeda — pelo Programa de Parcerias e Investimentos, o PPI, órgão subordinado à Casa Civil. Consideradas cerejas do bolo do pacote, duas estatais incluídas nos novos estudos de privatização representariam, além da possibilidade de abatimento da dívida pública, o fim da responsabilidade sobre companhias que só causam dor de cabeça. Apesar de os Correios ainda gerarem lucro, mantê-los custa 18 bilhões de reais por ano aos cofres públicos.

Entre 2013 e 2019, enquanto a parcela da população que usa os Correios caiu de 81% para 62%, a porcentagem de brasileiros que opta por empresas de transporte privadas subiu de 15% para 33%. A eventual privatização da estatal requer aval da Câmara e do Senado. 

Nesta segunda-feira 6, ao comentar o envio da reforma administrativa — esperado para fevereiro —, Bolsonaro ressaltou a diferença de seus posicionamentos com o secretariado do ministro da Economia, Paulo Guedes. “As visões diferem, entre as minhas e as da Economia. Eles têm os números. Nós temos a política, temos o social, tem o ser humano. Nós buscamos uma conta de chegada e trabalhar com a informação”, afirmou.

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Fonte: Revista Veja.

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