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Brasil é o 4º País que mais mata ativistas ambientais, diz ONG

30 de julho de 2019
Garimpo ilegal localizado no meio da floresta amazônica, na fronteira entre a Bolívia e Brasil — Foto: Jorge Silva/Reuters

O Brasil é o quarto país que mais mata ativistas ambientais, de acordo com o relatório anual da ONG Global Witness publicado nesta terça-feira (30). Foram pelo menos 20 vítimas em 2018. As Filipinas têm o maior número de mortes no mundo: 30 assassinatos de pessoas que defendem o meio ambiente.

No mundo, foram mortos 164 ativistas ambientais por defender suas casas, terras e recursos naturais contra projetos de mineração, florestais ou agroindustriais. Em média, três pessoas morreram por semana no ano passado. Mais da metade dos casos ocorreu na América Latina.

O documento aponta que outros “incontáveis” ativistas sofreram violência, intimidação e uso ou modificação de leis antimanifestação. A mineração foi o setor mais letal, com 41 pessoas assassinadas por protestar contra o efeitos da extração ilegal.

As Filipinas substituíram o Brasil em 2018, que foi líder na contagem de mortes em 2017. Em segundo lugar aparece a Colômbia, com 24 mortes no ano passado, e, em terceiro, a Índia, com 23. Por outro lado, a Guatemala, com 16 assassinatos confirmados, é o país com mais mortes em relação ao número de habitantes.

“É um fenômeno que pode ser visto em todas as partes do mundo. Os defensores do meio ambiente e da terra, dos quais um número significativo são representantes dos povos indígenas, são considerados terroristas, criminosos ou delinquentes por defenderem seus direitos”, denuncia no informe Vicky Tauli-Corpuz, relatora-especial sobre os direitos dos povos indígenas da Organização das Nações Unidas (ONU).

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Fonte: G1

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