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Brasil registra queda de 16% dos casos novos de Aids, segundo Ministério da Saúde

10 de dezembro de 2018

De acordo com o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, nos últimos quatro anos, além da queda de 16% dos casos novos de Aids, também houve redução de 16,5% na taxa de mortalidade pela doença, passando de 5,7 mortes por 100 mil habitantes, em 2014, para 4,8 óbitos em 2017.

Cerca de 73% das novas infecções por HIV ocorreram entre homens, com idades entre 15 e 39 anos. Para o Ministério, a ampliação do acesso à testagem e à redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento da doença são razões para essa redução. E temos muito o que comemorar, não só no Dia Mundial de Luta contra a Aids, (que aconteceu no dia 01/12).

Assim como destaca o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, “é um momento de conquista, é um momento de avanços na medicina, avanços no tratamento, redução dos óbitos, mas volto a dizer, é um momento de grande reflexão e de um trabalho de consciência como temos feito em várias outras ações.”

De 1980 a junho de 2018, o Brasil registrou mais de 926 mil (926.742) casos de aids, uma média de 40 mil novos registros anualmente, nos últimos cinco anos. O número apresenta desde 2013, quando atingiu o patamar de 43 mil (43.269); já em 2017 foram registrados mais de 37 mil (37.791) casos. O Ministério informou ainda que, a partir de janeiro, um projeto-piloto vai distribuir mais de 400 mil unidades para o autoteste do HIV, em oito capitais, e assim facilitar a descoberta de quem é portador do vírus e iniciar o tratamento o mais rápido possível porque a doença existe e pode matar.

“A grande mensagem: a doença não acabou. Então nós precisamos ter a prevenção. É claro que estamos avançando no tratamento e isso é muito importante, precisamos ter a consciência na nossa população, na nossa sociedade de que cada um precisa se prevenir. A opção é livre, mas só assim é que você vai evitar de contrair a doença.”

Atualmente, 92% das 866 mil pessoas em tratamento no país estão com o vírus indetectável no organismo. E fica a dica: o tratamento é gratuito e oferecido pelo Sistema Único de Saúde, o SUS, em todo o Brasil. E lembre-se: faça o teste em uma unidade de saúde do seu estado. Use sempre camisinha, conheça as outras formas de prevenção combinada, no SUS, e proteja-se. 

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Fonte: Agência do Rádio Mais
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