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Cadeia produtiva de erva-mate movimenta mais de um bilhão de dólares ao ano

10 de setembro de 2020

Planta eclética, a erva-mate nativa do Brasil, Argentina e Paraguai, consolidou uma extensa cadeia produtiva, que já movimenta cerca de 1,2 bilhão de dólares ao ano. O consumo da Ilex paraguariensis já não se restringe mais à cuia utilizada para o chimarrão, principal hábito relacionado à cultura no Sul do Brasil. Os diversos produtos e possibilidades de aplicações da planta vêm crescendo significativamente no Brasil e no mundo. E, desde 1980, comemora-se no Estado, na segunda semana de setembro, a Semana da Erva-mate (Lei n° 7.439/80).

Do hábito herdado dos índios, passou-se ao consumo em bebidas prontas, como o chá-mate e energéticos, e, mais recentemente, foi adicionada aos cosméticos como xampus e hidratantes, entre outros produtos.

Soma-se aos benefícios à economia agrícola, a preservação ambiental relacionada ao cultivo da planta. Espécie florestal de porte arbóreo, caminha em conjunto com a manutenção das áreas nativas, em que são manejadas para extrativismo ou nas áreas de plantios, sombreados com mix de outras espécies nativas florestais. E mesmo nas áreas plantadas a pleno sol, o mínimo impacto ambiental se mantém, uma vez que, nas boas práticas de produção, recomendadas para o cultivo/manejo da planta, não se aplicam defensivos químicos, somente produtos de princípios ativos biológicos, tratando-se, portanto, de uma cultura essencialmente orgânica.

Números da cadeia produtiva no RS, conforme dados do IBGE:
Área Colhida: 23,2 mil hectares
Produção – folha verde fresca: 232,9 mil toneladas
Receita Agropecuária – valores pagos ao produtor: R$ 156,8 milhões

O Rio Grande do Sul é o maior produtor de erva-mate do Brasil, sendo 42,6% da erva-mate brasileira originada de solo gaúcho. No RS, são 206 municípios produtores, conforme dados da Emater/RS-Ascar

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Fonte: EMATER - Foto: Fernando Dias/Seapdr
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