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Caso Bernardo: Em depoimento Leandro Boldrini se diz inocente

14 de março de 2019

O médico Leandro Boldrini foi o primeiro dos quatro réus a ser interrogado. O pai de Bernardo é acusado de homicídio quadruplamente qualificado (motivo torpe, motivo fútil, emprego de veneno e dissimulação), ocultação de cadáver e falsidade ideológica.

O médico falou o tempo todo voltado para os jurados. Reconheceu que era um pai ausente, por conta do exercício profissional, disse que queria que os dois – Bernardo e Graciele – se acertassem e admitiu que hoje se arrepende, que poderia ter diminuído o ritmo de trabalho para ficar mais com o filho.

“Quando me tirarem essas algemas vou em Santa Maria rezar e me ajoelhar aonde está sepultado o meu filho. Minha vida está um livro com duas páginas em branco. Não consegui iniciar nem terminar um luto. Estou soterrado naquela cadeia”, afirmou o médico, citando também o desejo de abraçar a filha. “Foi a Graciele e a foi a Edelvânia. E onde eu me encaixo nisso? Em lugar nenhum”, disse. “Foram elas”, frisou o réu.

Leandro Boldrini declarou que pretende retomar a vida na cidade de Três Passos. “Aqui me criei como médico e aqui vou continuar. O que fizeram com Bernardo não tem explicação. A vida, a gente reconstroi depois. O caminho vai ser trilhado de volta aqui em Três Passos. Porque eu não mandei matar meu filho.”

Denúncia

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o réu é o mentor intelectual do crime e incentivador da atuação de Graciele em todas as etapas, inclusive no que diz respeito à arregimentação dos colaboradores, Edelvânia e Evandro Wirganovicz. Leandro teria patrocinado despesas e recompensas e também fornecido meios para acesso à droga Midazolan, utilizada para matar o menino. Para o MP, Boldrini e Graciele não queriam partilhar a herança de Odilaine com Bernardo, que representava um estorvo para a nova unidade familiar, formada pelo médico, a madrasta e a filha do casal, Maria Valentina.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí e Tribunal de Justiça RS

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