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Celulares de Bolsonaro foram alvos de ataque hacker, diz Ministério da Justiça

25 de julho de 2019
Foto: Evaristo Sa / AFP / CP

O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou, nesta quinta-feira (25), que os celulares usados pelo presidente Jair Bolsonaro foram alvos de ataques de hackers. As invasões aos celulares do presidente teriam sido feitas pelo grupo preso na terça-feira, suspeito de hackear aparelhos de outras autoridades, como os ministros Sergio Moro e Paulo Guedes e procuradores da operação Lava Jato. 

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que eventuais ações de hackers em seu aparelho celular “não vão encontrar nada que comprometa”.

“Eu achar que meu telefone não estava sendo monitorado por alguém seria muita infantilidade. Não apenas por eu ser capitão do Exército, conhecedor da questão da inteligência. Sempre tomei cuidado nas informações estratégicas, essas não são passadas via telefone. Então, não estou nenhum um pouco preocupado se porventura algo vazar aqui no meu telefone. Não vão encontrar nada que comprometa. […]. Perderam tempo comigo”, declarou.

Nessa quarta-feira, a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de prisão e sete de busca e apreensão em São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto. A ofensiva foi chamada de Spoofing, que é um tipo de falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é. 

Moro teve o aparelho celular desativado em 4 de junho, após perceber que havia sido alvo de ataque virtual. O celular do ministro foi invadido por volta das 18h. Ele só percebeu após receber três telefonemas do seu próprio número. O ex-juiz, então, acionou investigadores da Polícia Federal, informando da suspeita de clonagem.

Confissão 

Preso em Araraquara, Walter Delgatti Neto, o “Vermelho”, confessou à Polícia Federal que hackeou o ministro Moro (Justiça e Segurança Pública), o procurador Deltan Dallagnol (coordenador da Operação Lava Jato no Paraná) e de centenas de procuradores, juízes e delegados federais, além de jornalistas. 

Em seu Twitter, Moro postou ontem, que “pessoas com antecedentes criminais” são a “fonte de confiança daqueles que divulgaram as supostas mensagens obtidas por crime”. O ministro não citou nomes em sua mensagem. Ao apontar para “pessoas com antecedentes criminais”, o ministro se refere ao grupo aprisionado pela PF na Operação Spoofing.

Desde junho, Moro é alvo divulgação de diálogos a ele atribuídos com o procurador Deltan Dallagnol, pelo site The Intercept. O site afirmou que recebeu de fonte anônima o material, mas não revelou a origem. Moro nega conluio – ele e Dallagnol afirmam não reconhecer a autenticidade das conversas.

Leia a nota da pasta: 

“O Ministério da Justiça e Segurança Pública foi, por questão de segurança nacional, informado pela Polícia Federal de que aparelhos celulares utilizados pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, foram alvos de ataques pelo grupo de hackers preso na última terça feira (23). Por questão de segurança nacional, o fato foi devidamente comunicado ao Presidente da República”. 

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Fonte: Correio do Povo

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