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Ciro Gomes propõe quatro medidas para o desenvolvimento do país e critica terceirização de atividade-fim: “vão revogar a lei áurea”

1 de setembro de 2018
Ciro Gomes visitou a Expointer nesta sexta-feira

O candidato à presidência da república Ciro Gomes, do PDT, visitou a Expointer no fim da tarde desta sexta-feira. Ele caminhou pelo parque de exposições Assis Brasil, em Esteio, cumprimentou eleitores e visitou estandes. O candidato comentou os resultados divulgados do PIB brasileiro, que cresceu apenas 0,2% no segundo trimestre. Segundo Ciro, o Brasil está na maior estagnação da sua história e para retomar o desenvolvimento ele propõe quatro motores, que precisam ser ativados.

“O primeiro é o consumo das famílias. Isso responde por mais de um terço de todas as energias que fazem um país crescer. No caso brasileiro, proposta concreta, é tirar o nome de 63 milhões de brasileiros do SPC, renegociando suas dívidas depois de um desconto pesado que o governo vai obter com muita facilidade. Segundo: restaurar a condição empresarial. Hoje 2 trilhões é a dívida do mundo empresarial brasileiro. Aqui é consequência da política de juros do MDB-PSDB, que eu pretendo desmontar e vou ajudar o empresariado brasileiro a reestruturar essas dívidas, mediante compromisso de reinvestimento e geração de emprego”, destacou.

Ciro Gomes completou dizendo que o terceiro motor é o setor público. Segundo o candidato do PDT, 7.200 obras estão paradas no Brasil e ele pretende resolver a parte da burocracia, retomar as obras e gerar empregos na área de construção civil. Por fim o quarto motor é interromper a destruição das indústrias, elencando prioridades das 4 grandes cadeias produtivas, que o Brasil tem capacidade de ter protagonismo global: Petróleo, gás e bioenergia; defensivos agrícolas; complexo industrial de saúde e complexo industrial da defesa. Neste ponto, Ciro cita o caso da Embraer, que caso seja entregue para os americanos será um crime contra a pátria, pois o Brasil abriria mão de milhares de empregos na área de engenharia. Sobre as contas públicas, o candidato propôs três movimentos. “O primeiro é cobrar tributos sobre lucros e dividendos empresariais. Só o Brasil e a Estônia não cobram. O segundo é cobrar as heranças acima de 2 milhões de reais, com uma alíquota mais do que os ridículos 4%, que hoje se cobra. O terceiro é passar o pente-fino em 354 bilhões de renúncia fiscal, ou seja, de gente que é dispensado de pagar imposto por ano. Se eu passar o pente-fino e tirar aquilo que é abuso, nós vamos achar o caminho pra virar em apenas 24 meses toda a equação de falência que as finanças públicas estão”, apontou.

Ciro Gomes também foi questionado a respeito da validação do Supremo Tribunal Federal para a terceirização da atividade-fim. “Se nós não fizermos um esforço pra parar com esse movimento vai chegar uma hora que vão revogar a Lei Áurea, aquela que a Princesa Isabel assinou, acabando com a escravidão em 1888. Isso é muito sério que eu estou dizendo. Porque nenhuma sociedade entrega atividade-fim a terceirização. Vamos explicar pras pessoas, a partir dessa decisão exótica, que foi baseada em uma lei que Temer e PSDB fizeram contra o trabalhador brasileiro nós podemos ter daqui pra frente uma escola, pública ou privada, que contrata professores terceirizados, por uma arapuca qualquer, que amanhã recebe a grana, tira pra ela metade do dinheiro, paga vilmente os professores e depois some. Como é muito comum na vida brasileira, empresas picaretas, de araque, de fachada que fazem esse tipo de coisa”, analisa. Durante a visita Ciro Gomes teve um debate com o presidente da Farsul Gedeão Pereira. Os dois discordaram a respeitos dos subsídios que existem hoje para a agricultura, o candidato disse que existiam e o dirigente respondeu que não.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí

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