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Com recorde na safra de soja, Farsul estima crescimento significativo na demanda por transportes rodoviários no RS

15 de abril de 2021

O volume recorde próximo de 21 milhões de toneladas na safra de soja anima os produtores gaúchos, principalmente em um ano marcado pela alta no preço dos produtos agrícolas. No entanto, o efeito colateral da boa produtividade está no segmento de logística. As federações da Agricultura do Estado (Farsul) e das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro) estão preocupadas com um possível ‘apagão’ devido a alta demanda em transportes. Segundo o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, o cenário pode se agravar em breve, com a colheita entrando em ritmo acelerado. Em entrevista à Rádio Progresso, o economista estimou que transportar todo o excedente de safra, neste ano, equivale a uma necessidade de 330 mil viagens a mais caminhão do que em 2020. O contexto, conforme Antonio da Luz, mostra que a importância agronegócio mão se limita aos ganhos no campo.

“São 330 mil viagens a mais só para transportar o excedente no comparativo da safra do ano passado. Todos esses caminhões gerariam uma fila de sete mil quilômetros, para termos uma ideia. Tem o viés da possível crise logística, mas também temos que ver que o agro incrementa a economia de maneira horizontal, porque esses caminhoneiros não são agricultores, são do segmento de serviços. Por isso, quando temos uma safra muito boa a geração de riquezas é distribuída entre as camadas da sociedade”, afirma o economista.

O cálculo leva em conta que cada caminhão transporta cera de 30 toneladas e que o Estado colherá cerca de 10 milhões de toneladas a mais. Ainda que parte seja escoada por via férrea, o percentual é reduzido perto de toda a necessidade.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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