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Com recorde negativo, PIB gaúcho cai 17,1% no 2º trimestre de 2020

18 de setembro de 2020

O Governo do Estado, através do Departamento de Economia e Estatística, divulgou o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2020 do Rio Grande do Sul, na tarde desta sexta-feira (18). A apresentação foi feita através de transmissão ao vivo pelas redes sociais. Em um cenário considerado atípico, em razão dos impactos da estiagem no Estado e também da pandemia da covid-19, a economia gaúcha teve seu pior resultado da série histórica. No segundo trimestre de 2020, o PIB do RS caiu 17,1% em relação ao mesmo período no ano passado, resultado bem inferior ao Brasil, que no mesmo recorte, teve queda de 11,4%. Na comparação entre abril e junho com o primeiro trimestre de 2019, a queda da economia gaúcha é de 13,7%, enquanto o recuo da economia brasileira foi de 9,7%. No acumulado de 2020, o Rio Grande do Sul tem retração de 10,7% e o Brasil queda de 5,9%. O resultado histórico negativamente no Estado foi influenciado muito pelo desempenho da agropecuária, que acumula os prejuízos causados pelos problemas climáticos. No segundo trimestre de 2020, comparado ao mesmo período em 2019, a queda do setor é de 39,4%. O desempenho inferior ao PIB do Brasil também é explicado pela agropecuária, que no país teve até crescimento de 1,2% no mesmo indicador.

Entre as principais produções da agricultura no Rio Grande do Sul, a soja apresenta o desempenho mais negativo no segundo trimestre, com queda de 39,3%. O milho teve queda de 27,7%, enquanto o arroz, que tem a produção irrigada, não sofreu com a estiagem e apresentou elevação de 8,3%. Nos outros setores da economia gaúcha, a indústria teve queda de 19,3% comparado ao segundo trimestre de 2019 e serviços recuaram 9,9%.

Embora o resultado tenha sido o pior da história do Rio Grande do Sul, o pesquisador do DEE, Martinho Lazzari, salienta que este foi o “fundo do poço”. Ele revela que o recorte do segundo trimestre, em média, é muito ruim, os dados mensais mostram que a crise mais profunda foi atingida em abril, e que a partir de maio e junho, a indústria e o comércio já apresentaram sinais de recuperação. Como o terceiro trimestre não há impactos da estiagem, Martinho afirma que o próximo cálculo do PIB vai mostrar um resultado melhor, acrescentando que este crescimento projetado não vai recuperar todas as perdas, pois não há certeza de como será esta elevação.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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