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Pedro Zimmermann é condenado a 37 anos de prisão por estuprar e assassinar adolescente em Catuípe

17 de novembro de 2021

O júri do caso Maria Eduarda Zambon – o maior da história da Comarca de Catuípe – foi concluído na noite desta quarta-feira. Pedro Alberto Zimmermann, de 54 anos, foi condenado a 37 anos de prisão, conforme sentença proferida pela Juíza Rosmeri Oesterreich Krüger. Ele responde por homicídio qualificado em cinco vezes, por dissimulação e ocultação de cadáver; com agravantes por motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e violência contra a mulher. Zimmermann também foi condenado pelo estupro da menina. 

A pena é de reclusão em regime fechado, sem apelo à liberdade. O condenado foi reconduzido à Penitenciária Modulada Estadual de Ijuí, onde está preso desde 2019. 

A acusação

Maria Eduarda residia no interior de Catuípe e, em 29 de março de 2019, aguardava pelo transporte escolar — oferecido pela prefeitura — em frente à residência da família.
Segundo a acusação, naquele dia, o motorista apareceu no local usando o seu carro particular.
Depois disso, a vítima desapareceu no trajeto para a escola. O corpo foi encontrado um dia depois em um matagal com sinais de estrangulamento e de violência sexual. 

A investigação policial apontou que, após estuprar, Zimmermann matou por asfixia a adolescente. Depois dos crimes ele teria tentado o suicídio.

O júri

Durante a manhã desta quarta-feira, foram ouvidos os policiais que localizaram o corpo da menina. A primeira a responder os questionamentos da defesa e da acusação foi a soldado Ana Greice Schumann. Posteriormente, foi ouvido sargento da reserva, Jair José Scola, que também estava trabalhando quando do encontro do cadáver. Depois, o agricultor Urbano Belinaso foi ouvido. O júri seguiu durante a tarde desta quarta-feira. Pedro Alberto Zimmermann, de 54 anos, foi acusado de estupro, feminicídio e ocultação de cadáver. Ele negou os crimes. Afirmou que enquanto estava levando Maria para a escola, um motociclista os ameaçou e eles fugiram em direção a um mato. Disse ainda que a menina passou mal e ele tentou reanima-la. Ainda, conforme depoimento, Zimmermann disse ter se sentido desesperado e tentado o suicídio com uma facada no pescoço.  Atuou na defesa do réu o Advogado Clóvis Edivon Willms.

Na parte destinada ao debate, o promotor Caio Isola de Aro disse que “em nove anos de justiça criminal, nunca ouviu tanta mentira em um interrogatório”.

Após o término do júri, Pedro Alberto Zimmermann foi deslocado novamente à Penitenciária Modulada Estadual de Ijuí, onde está preso desde a época dos crimes.

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Fonte: Rádio Progresso. Foto: Rádio Águas Claras
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