Busca rápidaX

MANCHETES

Contrato de preço mínimo para o leite pode ser importante, mas impede avanço de valor

14 de outubro de 2016
As discussões são constantes no que concerne à melhoria do preço do leite pago ao produtor. No mês passado houve queda nos valores e existe perspectiva de novas baixas até o final deste ano. Hoje pela manhã, em entrevista na RPI, o coordenador geral da Aliança Láctea Sul Brasileira, Jorge Rodrigues, disse que na próxima quarta-feira haverá reunião em Curitiba.

Segundo ele, a queixa das indústrias é que o governo federal autorizou a importação de muito leite, especialmente do Uruguai, o que derrubou os valores pagos ao agricultor. A reativação da norma que permite a reidratação do leite pela Sudene, para distribuir no Nordeste brasileiro, é outro aspecto. Porém, Jorge Rodrigues destacou que esse leite para a região Nordeste deveria ser repassado pelo que é produzido no próprio Brasil, com isso daria mercado para o leite gaúcho.

Ele entende que o estabelecimento de contrato entre produtores e indústrias pode ser um elemento importante para garantir preço mínimo, mas isso também impede que o agricultor receba valor acima do estipulado. Jorge Rodrigues, que também presidente a Comissão do Leite da Farsul, alerta que o momento é de realinhamento dos preços, pois o que aconteceu nos últimos meses foi uma alta acima do normal no valor pago aos produtores, o que não é a realidade de mercado. Citou que o preço média deve ser de 1 real e 50 centavos. Ainda comentou que a negociação entre agricultores e empresas é saudável.

Compartilhar
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Acompanhe nas Redes

by @TwitterDev
error: Conteúdo protegido!