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Coordenadoria da Mulher intensifica ações para coibir abuso durante Carnaval em Ijuí

19 de fevereiro de 2020

Hoje foliões já se reúnem para comemorar uma das festas mais aguardadas do ano. O carnaval de 2020 mais uma vez promete reunir integrantes de blocos de toda região em Ijuí.
Com o objetivo de estabelecer as diretrizes para o carnaval deste ano, a Coordenadoria da Mulher de Ijuí lançou na semana passada uma campanha contra o assédio às mulheres, denominada “Não é não”. A iniciativa busca conscientizar os foliões sobre o que configura um assédio e quais as medidas devem ser tomadas nesse caso.
Segundo a titular da Coordenadoria da Mulher, Noemi Huth, o principal objetivo da campanha é prevenir e orientar sobre a questão do assédio, por isso, segundo ela, a frase norteadora da campanha é ‘não é não, assédio é crime, não se cale”.

Segundo a coordenadora a ideia é que, se houver casos de assédio, a mulher sinta-se segura para fazer a denúncia, e entenda a diferença entre paquera e assédio. Ela afirma que tudo que for forçado e qualquer ação feita sem consentimento, já é considerado assédio.
A ação tem parceria do Poder Executivo e Ministério Público, além de toda rede de proteção às mulheres.

A titular da Coordenadoria comenta que nos últimos anos tem aumentado o número de denúncias pro abuso, não somente nesse período mas durante todo o ano. A coordenadora acredita que o acréscimo representa que as mulheres estão tendo mais coragem na hora de fazer a denúncia, bem como o maior acesso à informação.
Em caso de abuso, Noemi lembra quais os caminhos para a denúncia, como por exemplo, através do telefone 180 é possível fazê-la de forma anônima. A Brigada Militar também pode ser acionada no ato do abuso, através do 190, bem como a Delegacia de Atendimento a Mulher no (55) 3331-9750. Além disso, o celular da Coordenadoria da Mulher está sempre disponível através do número (55) 99730-2266, ou o Conselho Tutelar, através do (55) 3331-8870, ou ainda pelo plantão (55) 98451-1029.

Em casos que vão além do abuso, como estupro, Noemi afirma que a primeira preocupação é em cuidar da saúde da mulher. Por isso, a orientação é de que antes de correr atrás das medias legais, a vítima receba atendimento médico, para em seguida chamar a polícia ou ir até uma delegacia.

A Coordenadoria da Mulher chama atenção ainda para outro detalhe: que em caso de abuso ou estupro, as pessoas evitem julgar a vítima. Segundo a titular da pasta, a preocupação deve ser em acolher e fazer os encaminhamentos necessários.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí

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