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Corpo de mulher desaparecida há um ano é encontrado enterrado na casa do companheiro em Dom Pedrito

15 de maio de 2019
Foto: Polícia Civil/Divulgação

O corpo de uma mulher, desaparecida há um ano, foi encontrado, na madrugada desta quarta-feira (15), enterrado na casa do ex-companheiro dela, em Dom Pedrito, na Região da Campanha, no Rio Grande do Sul. A escavação, que levou cerca de 7h, contou com o apoio de dois cães farejadores, usados nas buscas de cadáveres em Brumadinho, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e militares do Exército.

De acordo com a Polícia Civil, Vera Lúcia Severo Lemos, de 30 anos, estava desaparecida deste abril do ano passado. “A família só comunicou a polícia quase 30 dias depois do desaparecimento. Eles não se viam muito, e alguns familiares moravam no interior. Ela ficava longos dias em casas de amigos e não tinha residência fixa”, disse o inspetor de polícia Lauro Telles.

Vera Lúcia havia dado à luz um bebê, semanas antes de desaparecer. Segundo o inspetor, a criança nasceu prematura e estava internada na ala neonatal do hospital da cidade.

“Nós desconfiamos de feminicídio desde o início da investigação. Conseguimos um mandado de busca algumas semanas depois e fizemos diligências na casa do suspeito. Lá localizamos documentos dela e uma faca que estava escondida no interior da casa, num local muito suspeito. Uma área recém construída, acimentada às pressas, mal feita. Desconfiamos que ela estava naquele piso”.

De acordo com o inspetor, o casal estava brigando pela paternidade da criança. “Eles tinham um relacionamento aberto e conturbado. Ela teria dito a testemunhas que o bebê não era dele, mas o suspeito queria registrar a criança mesmo assim. Ele queria muito essa criança para ele e acabou registrando depois de muita pressão. Durante as investigações, o Ministério Público chegou a pedir exame de DNA que confirmou que ele é o pai”.

A polícia ouviu testemunhas, interceptou ligações telefônicas de familiares, mas não encontrou pistas do paradeiro de Vera Lúcia. Segundo o inspetor, as análises retornaram do Instituto Geral de Perícias recentemente.

“O laudo do IGP, com o resultado do exame naquela faca que havíamos localizado na casa do suspeito só chegou há um mês e meio. Foi confirmado que na faca havia sangue humano. Pedimos um mandado de busca na casa para fazer a escavação do local”. O corpo foi enterrado no quarto da filha de 18 anos do suspeito.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

“Logo que os cães chegaram na casa eles indicaram o local do cadáver, onde tinha odor. O corpo estava enterrado abaixo de três camadas de piso. Ele teve muito cuidado em disfarçar o odor. Ela estava a cerca de um metro abaixo da superfície.”

A polícia pediu exame de DNA, mas acredita que o corpo seja da mulher. “O cadáver tinha uma pulseira de prata igual, a mesma que ela usava em uma foto. Só temos que ter certeza disso”.

O homem, de 49 anos, que segundo a família estaria trabalhando na hora em que a polícia fez a escavação, não esteve no local. “Nós solicitamos que ele comparecesse e acompanhasse as buscas, inicialmente ele disse que iria, mas não apareceu. Estamos tentando localizar ele. O pedido de prisão preventiva deve ser uma questão de horas”.

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Fonte: G1

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