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Correios no Brasil registram prejuízo e risco de privatização

15 de maio de 2017

Em reunião da Comissão de Legislação Participativa da Câmara, na última quinta-feira, 11, o presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), Guilherme Campos, afirmou que a crise está se agravando cada vez mais na instituição com a presença de novas tecnologias. Os Correios, alertou ele, não detêm mais o monopólio da comunicação, e precisam se modernizar.

"A dramaticidade dos números é muito forte. Nós tivemos em 2015 um prejuízo de R$ 2,1 bilhões. Os resultados de 2016 ainda não estão fechados, mas também há um prejuízo de cerca de R$ 2 bilhões. A necessidade de transformações torna-se evidente."

Dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos ( Dieese) mostram que, entre 2011 e 2016, a despesa e a receita dos Correios cresceram 53,5% e 32,8%, respectivamente. Mas, em relação aos trabalhadores, os gastos são equivalentes aos de outras empresas similares no mundo.

Para o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios, José Rivaldo da Silva, as medidas tomadas pela direção da empresa não são suficientes e seguem no caminho da privatização. Segundo ele, ações como suspensão de férias e anúncio de demissão incentivada são uma forma de assédio e trazem insegurança aos empregados. Para Silva, é preciso investir na eficiência da entrega de correspondência, que ainda representa 50% do faturamento da empresa.

O coordenador da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Correios, deputado Leonardo Monteiro (PT-MG), criticou a intenção do governo federal de fechar agências justamente nas pequenas cidades. "Precisamos viabilizar as condições para que os Correios continuem sendo uma empresa pública e de qualidade." Os Correios têm cerca de 11 mil agências instaladas em 5.570 municípios. Há 354 anos, a empresa domina o mercado dos serviços postais no Brasil. 

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