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Cortes no organograma do Mapa trazem riscos ao trabalho de fiscalização

1 de outubro de 2016

As mudanças anunciadas pelo Governo Federal no organograma do Ministério da Agricultura podem comprometer o trabalho realizado pelos auditores fiscais federais agropecuários. A análise é da delegada sindical Consuelo Paixão Cortes, do Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários no RS (DS-RS Anffa Sindical). Segundo ela, algumas superintendências, como é o caso do Rio Grande do Sul, têm maior volume de trabalho e a centralização de serviços poderá provocar atrasos na tramitação dos processos.
 

O decreto determina a redução do número de serviços da superintendência, que hoje são seis. No estado, ficariam os serviços de fiscalização de insumos, inspeção de produtos e sanidade divididos em duas chefias – das áreas animal e vegetal. “Numa superintendência como a do nosso estado, que tem uma grande força no agronegócio, essa concentração vai provocar uma série de problemas. A tomada de decisão do Mapa deveria levar em consideração a característica de cada estado”, alerta Consuelo. A delegada sindical aponta ainda que a economia financeira com esta reformulação não chega a R$ 6 mil por mês. “Haveria outros pontos para cortar. Mas mexer onde está 90% da força de trabalho da superintendência na sua área finalística é um contrassenso”, garante.

As mudanças foram publicadas no Diário Oficial da União do dia 21 de setembro. O Anffa Sindical, em reunião com o secretário executivo do Mapa em Brasília, protestou sobre a falta de transparência no processo e pelos cortes terem sido feitos apenas na área técnica.

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