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Debate na Expodireto enfatiza contribuição das florestas para redução da emissão de carbono

8 de março de 2018
A floresta contribui com a retirada de metano da atmosfera e com a redução da emissão de óxido nitroso, indicando que práticas silviculturais são favoráveis para mitigação e adaptação às mudanças do clima. A afirmação do pesquisador Marcos Rachwal, da Embrapa Florestas, não causou surpresa entre os participantes do 11ª Fórum Florestal do Rio Grande do Sul na manhã desta quinta, 8, na Expodireto Cotrijal, porque boa parte de plateia já utiliza a integração lavoura-pecuária-floresta em sua propriedade e conhece a realidade.

 

Segundo o especialista, a empresa tem monitorado os estoques de carbono e as emissões, tanto em florestas naturais como naquelas plantadas com pinus e eucalipto. Resultados preliminares demonstram o quanto a floresta pode ser promissora. Nos levantamentos, as emissões caíram de 70% em 2005 para 18% em 2014 quando existe floresta na terra. Na agropecuária, em igual período, houve uma evolução de 14% para 33%.

 

No debate “O potencial das florestas e a agricultura de baixo carbono, e integração lavoura-pecuária-floresta”, o analista Emiliano Santarosa enfatizou a arborização de pastagens. Segundo ele, sistemas silvipastoris necessitam de planejamento, manejo e adequação às condições de cada local de cultivo. “O planejamento dos espaçamentos, escolha das espécies arbóreas e forrageiras são fundamentais para produtividade pecuária e florestal destes sistemas, além das práticas silviculturais adequadas”, destacou.
 

Setor ervateiro aponta dificuldades do setor

 
Segundo o presidente do Sindicato da Indústria do Mate do Estado do Rio Grande do Sul (Sindimate/RS), Álvaro Pompermayer, o momento do setor ervateiro é difícil. “O consumo está estagnado, o preço está em baixa e a produção da indústria caiu. A erva-mate tem perdido muito espaço em muitas regiões do Rio Grande do Sul”, destacou. No entanto, acredita que a situação seja passageira e o quadro mude com a recuperação da economia. Para ele, o consumidor é hoje o elo mais importante da cadeia produtiva. Se o consumo para, os produtores se retraem.

 

No entanto, o diretor técnico da Emater/RS, Lino Moura, advertiu que o produtor ervateiro “não pode olhar para retrovisor e sair cortando árvores”. Para ele, é necessário observar o para-brisa e pensar no longo prazo. O evento teve como realizadores a Embrapa Florestas, a Emater/RS, a Cotrijal, o Sindimadeira/RS, o Sindimate, a Ageflor, a Ibramate e a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Erva-Mate/RS.
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