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Déficit de agentes penitenciários no Estado é de 4.500 servidores

22 de janeiro de 2019

Aprovados desde 2017 no concurso para agente penitenciário da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) aguardam a nomeação pelo governo do Estado. Mesmo que todos os 1.500 aprovados sejam convocados, ainda assim, apenas um terço do déficit atual, que é cerca de 4.500 servidores, seria reduzido. Os dados são da comissão de aprovados do concurso da Susepe. Um dos representantes dessa comissão, Gustavo Pereira, em entrevista exclusiva à Rádio Progresso, relata que o governo está disposto ao diálogo, no entanto ainda não há uma definição de um cronograma para a nomeação dos aprovados. Em agosto, o prazo do concurso de 2 anos se encerra. Porém, segundo Gustavo, o Piratini deve renovar o prazo por mais 2 anos.

A Comissão de aprovados destaca que nos últimos 4 anos, durante a gestão de José Ivo Sartori, a população carcerária do Estado aumentou quase 50%. Em 2015, o Rio Grande do Sul tinha 28 mil detentos e ao final de 2018 o número subiu para 41 mil presos, um incremento de 13 mil, enquanto a reposição de agentes não superou a marca de 600 servidores, o que dá menos de um agente penitenciário para cada 20 novos presos no período. Segundo Gustavo Pereira, esses números causam preocupação. “O déficit é muito grande. Alcaçuz já nos deu um exemplo. Se o Estado não estiver presente, possivelmente vamos ter uma chacina em grande escala no Rio Grande do Sul. Temos que estar alerta, tem que observar muito bem para que isso não ocorra aqui”, alerta.

De acordo com Gustavo, com a população prisional atual no Rio Grande do Sul, seria necessário o número de 8.200 agentes penitenciários, com base em resolução da ONU e do Ministério da Justiça que prevê um agente para cada cinco detentos. Como exemplo, no caso da fuga de 17 detentos no Presídio Regional de Passo Fundo, há 10 dias, haviam 8 agentes penitenciários de plantão na casa prisional, cuja população é de 738 apenados. 

Gustavo Pereira salienta que o Estado vive uma dificuldade financeira, mas chama a atenção para o fato de que a insegurança afeta a economia. Além disso, ele ressalta que há cerca de 500 a 600 brigadianos atuando em casas prisionais em desvio de função, o que causa redução do efetivo que deveria estar em policiamento ostensivo nas ruas, atuando na prevenção, além de não trazer benefícios econômicos, pois os policiais recebem gratificação somada aos vencimentos, o que gera um gasto maior do que a nomeação de novos agentes.

Ouça abaixo a entrevista com Gustavo Pereira, da comissão de aprovados do concurso da Susepe.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí/Foto: Reprodução/Facebook

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