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Deputado Rodrigo Maroni propõe liberar cultivo, venda e consumo da maconha no RS

13 de novembro de 2019

O deputado Rodrigo Maroni (Podemos) protocolou na Assembleia Legislativa projeto que legaliza o cultivo, a venda e o consumo de maconha no Rio Grande do Sul.

Nesta manhã, a Rádio Progresso conversou com o autor da proposta. Segundo ele, a inspiração para o projeto foi baseada nos Países onde a liberação reduziu a violência provocada pela venda ilegal, como Uruguai, Holanda e Estados Unidos. O parlamentar entende que além do impacto sobre os índices de criminalidade, a legalização da maconha deve ser discutida a partir do prisma da saúde pública.

De acordo com Maroni, o Estado Brasileiro perdeu suas forças contra o narcotráfico, apesar de todo esforço por parte dos agentes, policiais, e Brigada Militar. Ele comenta que se for analisado a fundo, na maioria das famílias há algum usuário da maconha, ou conhece alguém que faça uso.

A liberação da droga, segundo o deputado, seria para identificar quem são os usuários e fazer com que todo o dinheiro que circula no tráfico se transforme em impostos para o Estado. “Esses impostos poderiam inclusive pagar o parcelamento dos agentes que atuam no combate às drogas, que colocam sua segurança em risco e ainda não recebem em dia. Podemos verificar que o índice de depressão e até suicídio entre eles aumenta a cada dia” aponta o político.

Rodrigo Maroni acredita que o estado do Rio Grande do Sul não está preparado para debater sobre o tema, mas avalia que apesar da sociedade conservadora, é necessário ter coragem de enfrentar o assunto e falar sobre ele. Quanto a aprovação da proposta, Maroni acredita que ela será barrada em avaliação da Comissão de Constituição e Justiça do Parlamento. “A política é o reflexo da sociedade” afirma.

Em contrapartida, a Rádio Progresso conversou também com o Psicanalista do CAPS- Centro de Atendimento Psicossocial Avançado, e professor Ubirajara Cardoso. Em sua rotina, Cardoso atende usuários de diferentes drogas. Ele concorda com o deputado sobre o fato de que o tema precisa ser discutido, sem deixá-lo de lado ou escondê-lo.
Quanto a opinião sobre a liberação, o psicanalista acredita que as pessoas conservadoras serão contra, e as liberais, a favor. De acordo com a experiência do profissional, a maconha pode ou não ser a porta de entrada à outras drogas. Segundo ele, dificilmente o CAPS atende algum usuário viciado somente em maconha, já que quando o paciente vai buscar ajuda geralmente está enfrentando problemas com drogas mais pesadas.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí

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