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Deputao Jeferson denuncia manobra de Sartori para cassar Jardel e garantir voto favorável a pacote de projetos

14 de dezembro de 2016

O deputado estadual Jeferson Fernandes (PT) subiu à tribuna do Parlamento, na tarde desta quarta-feira, 14, para alertar para o que considera “mais um golpe do governo Sartori com o objetivo de aprovar o pacote de medidas de ajuste fiscal sem o devido debate com o povo gaúcho”. O parlamentar denunciou que a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa (CCJ) antecipou a reunião ordinária, que seria realizada na próxima terça-feira, 20, para amanhã, 15, às 13h.

A “manobra” teria o intuito de efetivar a cassação do mandato do deputado Mario Jardel (PSD) e, com isso, viabilizar a posse de um novo deputado, favorável ao pacote, que poderá votá-lo normalmente  na quinta-feira (15) ou mais tardar na semana que vem. “O fato de a Casa Legislativa ter sido fechada para o povo gaúcho já era um golpe na democracia. Agora, temos mais esta manobra de Sartori para votar o pacote de maldades longe dos olhos e da fiscalização do povo gaúcho”, lembrou.
 

Jeferson também denunciou que, a partir de hoje, os acessos à Assembleia Legislativa e a Praça da Matriz estarão cercados pela Brigada Militar e pela Força Nacional. E criticou o fato de o efetivo das corporações ser deslocado para o Legislativo. “É lamentável que se utilize esses servidores, que deveriam estar garantindo a segurança da população, justamente para afastar essas pessoas do seu direito de fiscalizar as nossas atividades no Parlamento”, disse ele, que se indignou: “ao menos assumam (deputados da base do governo) que esta manobra tem o único objetivo de garantir mais um voto a favor do pacote”.
 

O petista entende que, ao encaminhar projetos em regime de urgência, restringir o acesso da população ao Legislativo e acelerar a cassação de Jardel, o governo Sartori é quem estimula animosidade. “As pessoas que estão vindo para as manifestações na Praça da Matriz são trabalhadoras. Se a Casa organizar a entrada e a participação desse público, eles virão de forma ordeira acompanhar as sessões”, acredita. Ele crê que a atitude governo é irresponsável. “Este tipo de jogada, de manobra é que provoca a violência, a ira das pessoas. Ao usar destes métodos escusos, estamos jogando no lixo o pouco de representatividade que ainda temos. Afinal, fomos eleitos para representar essas pessoas que hoje impedimos de conversar conosco”, concluiu.

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