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Diagnóstico da cadeia produtiva do leite mostra redução de produtores e rebanho, mas aumento da produtividade no RS

6 de dezembro de 2019
Foto: Taline Schneider - Emater/RS-Ascar

Apesar do número de produtores e de rebanho ter diminuído no Estado, a produção e produtividade aumentaram. Essa é a conclusão do Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite no Rio Grande do Sul 2019, divulgado pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seadpr).

De acordo com o presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri, os dados foram coletados em 100% dos 497 municípios gaúchos entre 20 de maio e 30 de junho de 2019. O titular da Secretaria de agricultura pecuária e desenvolvimento rural, Covatti Filho, declarou que esse é o maior e mais completo estudo sobre a cadeia do leite realizado no Brasil. “São dados fundamentais para se ter o retrato da realidade e, com isso, poder atuar na melhoria da cadeia produtiva do leite, que é composta por 97% de agricultores familiares”.

Segundo o gerente técnico adjunto da Emater/RS, Jaime Ries, houve aumento de rebanho e produtividade por propriedade, numa média de 1,1 vaca por ano e 19,1 litro/dia de leite. E a produtividade aumentou 165 litros/vaca, a cada ano, desde 2015. “Mesmo com a redução significativa do número de produtores envolvidos na cadeia produtiva do leite, o aumento na produtividade se deve ao fato dos pequenos produtores estarem se especializando mais, investindo em tecnologias, equipamentos e instalações, garantindo o conforto e bem-estar animal”.

Ries apresentou as três principais dificuldades apontadas pela maioria dos produtores: 45,21% dos produtores apontaram a falta ou deficiência de mão de obra; 44,89% se mostraram descontentes em relação ao preço recebido pelo leite e 40,72% reclamaram da falta de sucessão familiar.

O gerente técnico adjunto afirmou que ainda no primeiro semestre de 2010, o relatório será lançado na versão impressa e mais completa. “Com dados regionalizados pelas áreas de abrangência dos escritórios regionais da Emater/RS-Ascar e também por Coredes”.

Participaram da pesquisa 495 escritórios municipais da Emater/RS-Ascar, 392 prefeituras, 207 inspetorias de defesa, 114 sindicatos de trabalhadores rurais, 74 conselhos municipais de agricultura, 259 indústrias, agroindústrias, cooperativas e empresas de laticínios além de 81 outras entidades ligadas ao primeiro setor gaúcho.

Confira abaixo alguns dados:
Variação do número de municípios com produtores de leite*
2015 – 467
2017 – 465
2019 – 457

Variação do número de produtores*
2015 – 84.199
2017 – 65.202 (redução de -18.997)
2019 – 50.664 (redução de -14.538)
Diferença acumulada de -33.535 entre 2015 e 2019

Variação no número de vacas leiteiras*
2015 – 1.174.762
2017 – 1.073.899 (redução de -100.863)
2019 – 930.399 (redução de -143.500)
Diferença acumulada de -244.363 entre 2015 e 2019

Variação média de vacas leiteiras por produtor*
2015 – 13,92
2017 – 16,44
2019 – 18,34

Variação na produtividade (litros de leite/vaca/dia)*
2015 – 11,74
2017 – 12,59
2018 – 13,90

Variação na produtividade (litros de leite/propriedade/dia)*
2015 – 136,5
2017 – 172,9
2019 – 213

*Referente aos produtores que vendem leite para indústrias, cooperativas ou queijarias e aos que processam a produção em agroindústria própria e legalizada.

O Relatório completo em:

http://www.emater.tche.br/site/arquivos_pdf/teses/RELATORIO%LEITE%2019_2.pdf

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Fonte: Emater/RS Ascar

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