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Diagnóstico tardio de outras doenças será um dos principais desafios pós-pandemia

30 de setembro de 2021

Com o surgimento da pandemia de Covid-19, o mundo inteiro passou a se preocupar com o contágio deste vírus que  já causou mais de 4 milhões de mortes por todo o planeta. A saúde pública, neste período, tornou-se um dos assuntos mais comentados, apesar de focalizar no vírus e em sua letalidade. Durante estes dezoito meses passados, desde o surgimento do primeiro caso no Brasil, outras enfermidades continuaram sendo desenvolvidas e acometendo muitas pessoas, no entanto, o medo da Covid-19 fez com que algumas destas deixassem de procurar atendimento médico.

Em entrevista exclusiva à RPI, a médica infectologista do Hospital de Caridade de Ijuí, Paula Korsack, disse que o diagnóstico tardio de algumas doenças representa um dos principais desafios da medicina para o período pós-pandemia. No HCI, o corpo clínico concentrou esforços para não secundarizar outras áreas. “Desde o início da pandemia, concentramos nossos esforços para atender todas as enfermidades, com orientação e tratamento, além dos casos de Covid-19, no entanto, o medo do vírus e a incerteza sobre sua letalidade, fez com que algumas pessoas não procurassem um médico, o que acabou prejudicando o diagnóstico no tempo correto e, consequentemente o tratamento”.

A médica explica que as áreas mais críticas em relação aos riscos de diagnósticos tardios, são a oncologia e a cardiologia. “Nestes casos, o futuro pode ser mais desafiador”. A médica alertou ainda para a importância de consultas periódicas para acompanhamento da saúde.

Um outro desafio apontado pela médica, diz respeito à saúde psicológica de familiares de vítimas da Covid, assim como de profissionais médicos, enfermeiros e assistentes, que trabalharam diretamente na linha de frente de combate à pandemia, desde o início. “São pessoas que fizeram de tudo, lutaram com todas as forças e mesmo assim, perderam pacientes. O desafio é enorme para a família das vítimas, que perderam pessoas próximas. Será um momento muito delicado para a psiquiatria e a psicologia”, pontuou. 

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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