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Direção da Cotrijuí tentará formas de seguir com administração da cooperativa após operação do MP

26 de janeiro de 2018

A partir da operação do Ministério Público, com apoio da Polícia Civil, realizada nesta sexta-feira, 26, na Cotrijuí, a direção liquidante da cooperativa vai analisar formas de seguir com a administração da instituição. Nesta tarde, o presidente da Cotrijuí, Eugênio Frizzo (foto), disse para a Rádio Progresso que o momento é bastante delicado e confirma um ambiente muito tumultuado na vida da cooperativa.

Segundo Frizzo, agora a preocupação, acima de tudo, é preservar a instituição. Ele disse que apoia a operação e frisou que “pode ser que aconteçam coisas muito interessantes” em relação à Cotrijuí. Além disso, Eugênio Frizzo acrescentou que as unidades abriram todas as portas para ação dos servidores do Ministério Público e policiais. A partir de agora, a direção da cooperativa aguarda desdobramentos, para saber o que foi apreendido e demais detalhes, a fim de estabelecer diretrizes de trabalho. A operação apreendeu equipamentos de informática, documentos e demais materiais para análise.
 

A Operação

 

O Ministério Público cumpre, nesta sexta-feira, em operação conjunta com a Polícia Civil, 24 mandados de busca e apreensão em prédios da Cooperativa Agropecuária Industrial – Cotrijuí. Os mandados, expedidos pela Justiça de Ijuí e efetuados por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – Gaeco com o apoio da Brigada Militar e da Receita Federal, também incluíram as residências de investigados em 16 municípios do Estado, entre eles Ijuí, Santo Augusto, Chiapetta, Independência, Bagé, Dom Pedrito, Augusto Pestana, Nova Ramada, Ajuricaba, Coronel Bicaco, Manoel Viana, Santiago, São Francisco de Assis, Derrubadas, São Luiz Gonzaga e Jóia.
 

A denominada “Operação Cotrijuí” apura uma série de delitos que, supostamente, vêm sendo cometidos por uma organização criminosa que integra os quadros da Cooperativa, dentre os quais se incluem apropriação de grãos pertencentes aos cooperados, adulterações de documentos e uma série de fraudes destinadas à obtenção de proveito econômico em prejuízo da instituição.
 

Participam do cumprimento dos mandados de busca e apreensão dez promotores de Justiça e dez delegados de Polícia, além de integrantes do Gaeco e das Delegacias de Polícia envolvidas.

 

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