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Direção do SindiComerciários reage aos atrasos de salário na Cotrijui

16 de dezembro de 2016
Em assembleia de dissídio, na sede da entidade, a direção do SindiComerciários de Ijuí apresentou para a categoria a proposta de dissídio e as cláusulas que compõem o documento a ser negociado com a classe patronal. O Presidente Ari José Bauer falou da importância do documento para a categoria. “O dissídio não é só o reajuste, mas é uma composição entre o salário e as cláusulas com demandas dos trabalhadores para garantir também melhores condições de trabalho”.

Entre as mais de 77 cláusulas estão itens como o auxílio educação, o quinquênio e a licença gestante. Em relação ao índice de reajuste, Bauer informou que a Fecosul espera o índice de reajuste do salário mínimo regional do estado que servirá de parâmetro para o reajuste da categoria. “Estamos pedindo 10,68% de reajuste no mínimo regional do estado. É a reposição do INPC e mais os 1,68% da inflação que não foram repostos no reajuste do ano passado”, explicou o Presidente.

Cotrijui descumpre sentença do MPT e está atrasando salários

Nas últimas semanas, através do atendimento na secretaria e nas assembleias de dissídio realizadas nas cidades da base, a direção do Sindicato recebeu inúmeras reclamações de atrasos de salário na Cotrijui. Há revolta nos trabalhadores em relação a situação e segundo alguns, há salários com um mês de atraso. “Os trabalhadores nos pressionam para resolver esta questão e nós tomamos as medidas judiciais cabíveis para resolver o problema. Estamos aguardando a manifestação da justiça do trabalho e não descartamos ações de mobilização e paralisações se o problema não for sanado”, garantiu Bauer.

O Assessor Jurídico da entidade, Luiz Carlos Vasconcellos, explicou que há uma sentença judicial em favor dos trabalhadores, obtida pelo Sindicato em 2013 no Ministério Público do trabalho, que determina o pagamento de salários em dia. O Sindicato entrou na Justiça do Trabalho com um pedido de execução da sentença e aguarda os prazos do processo judicial. A cooperativa tinha prazo até a sexta-feira (16) para responder a justiça.

Outra questão tratada em assembleia foi a do parcelamento de rescisões dos contratos de trabalho. O Sindicato conseguiu liminar que determina que a empresa salde os valores em até 10 dias. Não há informações de que a Cotrijui descumpra a liminar, mas a direção do SindiComerciários está acompanhando a questão no MPT e pede aos trabalhadores que informem caso saibam ou tomem conhecimento de parcelamento de rescisão em caso de demissão. A liminar determina multa em favor do trabalhador no valor de R$ 3,5 mil no caso de descumprimento.

“Tomamos todas as medidas legais que estão ao nosso alcance. Mas diante do quadro de descumprimento das sentenças judiciais por parte da Cotrijui, os trabalhadores precisam ter claro que serão necessários mobilizações. Estamos alertas e não descartamos convocar um grande ato como os de abril de 2013”, garantiu Ari José Bauer.

Fonte: Sindicomerciários

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