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Drones 38×16 Chacais: as palavras do coach da matilha

12 de setembro de 2017

O Santa Cruz Chacais sofreu sua primeira derrota em jogos oficiais para o Ijuí Drones na tarde do último domingo. O placar foi 38 a 16 para o enxame, em confronto ocorrido no Poliesportivo, em Ijuí. Com o resultado, a equipe de Santa Cruz do Sul foi eliminada da competição. Os amarelos e pretos avançaram para a próxima etapa e beliscaram a semifinal. Ainda têm chance, desde que vençam o wild card, que será disputado novamente na Colmeia do Trabalho.
 
Após o duelo, o coach da matilha, Ismael Ferreira, conversou com a reportagem para dar sua opinião sobre o andamento do jogo. Ele ressaltou a abertura do placar de forma precoce por parte do time da casa, que logo no primeiro quarto abriu 14 a zero.
 
“Isso afetou os nervos. No segundo tempo o Drones conseguiu segurar a bola muito bem. Nossa defesa não conseguiu forçar turnovers, que foi algo que restabeleceu a gente no jogo no primeiro jogo do ano. E no final do jogo a gente teve uma desatenção. A gente deixou a bola com eles faltando três minutos. Depois houve vários erros, um erro crasso dos times especiais. Isso a gente não pode deixar acontecer”.
 
Apesar disso, o treinador leva em conta o período de transição pelo qual passa a equipe na consideração do que ocorreu:
 
“É uma equipe muito jovem. A gente precisa de uma conversa séria. Alguns cometeram muitos erros, mas por inexperiência e até pela idade. O que levou aos pontos finais foi principalmente o nervosismo”.
 
 

 
Em relação a essa fase de reacomodação, Ismael Ferreira explica que foram pelo menos dez jogadores que atuaram no Gauchão que saíram, três deles com bastante experiência. Um foi o center e presidente do Chacais, Gustavo Cóia; o QB Aramis Gulart, que agora é coordenador ofensivo; e Cleiton Paz, que decidiu pendurar as chuteiras.
 
“A partir daí, tivemos que fazer um novo trabalho. Com as peças principais saindo, precisamos buscar novas referências. E é um período curto visando o Gauchão. A gente tem que ter eles prontos até lá”.
 
 

 

Ele lamentou a queda precoce na V Copa Sul. Nesta semana já iniciam as conversas para elaborar o plano de trabalho visando o campeonato Estadual de 2018. Segundo ele, isso inicia com as reuniões para definir quando vai ser o período de férias e quando será iniciado o período de trabalho.
 
“Temos bons jogadores novos começando e necessitamos de novos talentos. O Gauchão é uma competição que seria um título inédito para a gente e temos que correr para buscar”.
 
Além disso, Ismael Ferreira falou sobre o trabalho de coach e sobre como aqueles que foram recém atraídos ao futebol americano no Rio Grande do Sul podem evoluir, caso tenham a vontade de, um dia, estarem na sideline  orientando uma equipe. Ele aproveitou a ocasião para elogiar o trabalho recente de Rafael Kieling no Drones. Declarou que o esporte no Estado vive uma nova fase, com novas lideranças surgindo e que precisam de espaço para o crescimento da modalidade.
 
“Independente da idade, tem que saber conciliar com a vida pessoal, a faculdade, trabalho… alguns tem a sorte de ter o estudo coincidindo com o esporte. Mas é preciso saber usar o tempo livre e estudar (…) uma coisa que eu considero importante são os contatos, buscar pessoas mais antigas, mais experientes, principalmente fora do Brasil, que te dê algum conceito que tu pode implementar aqui”.
 
 

 

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