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“É razoável o que estamos pedindo”, diz Governador sobre impasse com Cpers

9 de janeiro de 2020

Após a cerimônia de sanção do novo código ambiental do Estado nesta quinta-feira (09), o Governador Eduardo Leite quebrou o silêncio sobre a greve do magistério, que continua após duas reuniões de negociação frustradas entre o Cpers e a secretaria da educação. O principal ponto de divergência é em relação ao pagamento dos dias parados, que o sindicato solicita, o Executivo admite o pagamento em folha suplementar para retomar as aulas, mas propôs o desconto dos valores em 6 parcelas a partir de fevereiro. Eduardo Leite justifica que não pode acatar todas as demandas do Cpers, para não estimular outros movimentos grevistas.

“É razoável o que estamos pedindo. Voltem ao trabalho e concluam o ano letivo. Não somos desumanos. Não somos insensíveis, entendemos que os professores estão sem ter qualquer salário, sem poder pagar suas contas, as suas despesas, tenham uma especial dificuldade. Pagamos em folha suplementar, em 5 dias úteis. O quanto antes for tomada essa decisão, mais rápido o dinheiro estará na conta dos professores. E se faz o desconto depois ao longo dos próximos meses de forma a diminuir o impacto negativo. É razoável e responsável”, diz o Governador. A proposta do Executivo será debatida em uma assembleia geral da categoria na próxima terça-feira (14) em Porto Alegre.

Eduardo Leite garante que a proposta não encerra o diálogo com a categoria, que pode manter a negociação com o governo e sem abrir mão de discutir o tema judicialmente. O Cpers pediu na justiça o impedimento do corte do ponto e recorreu ao pleno do Tribunal de Justiça. Para o governador, se o serviço não foi prestado, não deve ser pago. “O Governo insiste nesta posição em benefício a toda a sociedade gaúcha. Não só olhando para esta greve, olhando para o futuro e para desestimular uma prática grevista. Isto não significa  desrespeito a greve. O direito de greve é preservado, sem que eles sejam demitidos, mas não assegura a remuneração. Porque o contrato suspende. Eu não posso exigir, como Governo, o trabalho porque eles estão em greve e eles não podem exigir remuneração porque não houve trabalho. É simples assim”, justificou Eduardo Leite.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí

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