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Em entrevista na RPI, lider do governo na AL defende pacote de Sartori e alerta sobre calamidade financeira

22 de novembro de 2016
O debate acerca do pacote de medidas anunciado pelo governo gaúcho para ajuste das contas públicas vai ficar, agora, para a Assembléia Legislativa. Ontem o Executivo, através do governador, José Ivo Sartori, apresentou uma série de projetos que incluem a extinção de nove fundações, uma autarquia e uma companhia, com demissão de parte dos servidores desses órgãos.

Também existe a previsão de eliminar a remuneração a funcionários cedidos a sindicatos, aumento na contribuição previdenciária e mudanças no duodécimo dos demais poderes. Uma das medidas polêmicas diz respeito à privatização da CEEE, Companhia de Mineração e Sulgás. Além disso, o governo Sartori quer implantar um novo calendário para pagamento do funcionalismo. O objetivo é pagar salários até o quinto dia útil para quem ganha R$ 1,3 mil; 10º dia útil para salário de até R$ 2,9 mil; até 15º dia útil para salário até R$ 6 mil e demais servidores até o 20º dia útil.

Em entrevista hoje pela manhã na Progresso, o líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Gabriel Souza, do PMDB, defendeu o pacote de Sartori não só porque faz parte da base aliada mas, segundo ele, pelo fato que o Rio Grande do Sul vive situação de calamidade financeira. O parlamentar ressaltou que a crise nas contas públicas gaúchas, com atraso no pagamento dos salários dos servidores, dentre outras questões, é resultado de políticas irresponsáveis de governos anteriores, inclusive de gestões do próprio PMDB.
 
Gabriel Souza enfatizou que esses governos gastaram mais que arrecadaram. O deputado estadual pelo PMDB também criticou o repasse de aproximadamente 40 milhões de reais por ano do Estado para pagar dirigentes sindicais, dinheiro que poderia ser investido na contratação, por exemplo, de policiais e professores.

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