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Em nota, Coordenadoria de Proteção Animal afirma não haver negligência dos funcionários por morte de cães

8 de fevereiro de 2019

Estiveram no Centro de Zoonoses de Ijuí, conhecido como Canil, na última semana, um grupo de protetores dos animais. Segundo o grupo, no local haviam cinco animais mortos. Em nota publicada pela Associação dos Amigos dos Animais de Ijuí (AAAI), em conjunto com a Grupo de Incentivo ao Cuidados com os Animais de Ijuí (Gicai), a afirmativa pede a responsabilização do Poder Público municipal pelo fato ocorrido. De acordo com a nota, há “animais com suspeitas de estarem doentes, assim como os que foram encontrados mortos e em agonia, e necessitando assistência veterinária urgente”.

O grupo também enfatiza que a localização do canil “não garante a saúde, o bem estar e a segurança dos animais ali hospedados. A localização junto ao depósito municipal de resíduos/lixão (só recentemente fechado) é claramente insalubre, atrai ratos, moscas e mosquitos, tornando o canil inviável para animais saudáveis e enfermos que ali se encontram”.

Diante do fato, a Coordenadoria de Proteção Animal de Ijuí emitiu nesta quinta-feira (7) uma nota oficial que visa esclarecer sobre o recente óbito de filhotes de cães, deixados no Canil Municipal. A nota está disponível no portal da prefeitura.

Confira a nota na íntegra:

O “canil” de Ijuí na verdade é um Centro de Zoonoses. Isso significa que sua função primeira é acolher animais em estado de abandono que passaram por maus tratos, atropelamento e doenças.

As imagens de cães que estão circulando no Facebook retratam a atual situação e não o histórico de cada animal. Todos os cães que hoje estão no “canil” estão em tratamento e não há a falta de medicamento e alimento. Isso quer dizer que esses cães foram recolhidos em péssimas condições. Na semana que passou, ocorreram oito recolhimentos por atropelamento, maus tratos e envenenamento. E essa é a função do Centro de Zoonoses.

No início do mês foi realizada uma feira de adoção em que 11 cães do “canil” foram adotados, o que significa que sim, eles são bem cuidados e têm boas condições físicas e de saúde.

Atualmente, o Centro de Zoonoses está em manutenção e a Prefeitura de Ijuí aguarda licença da Fepam para transferência do centro de transbordo do lixo urbano para um novo local, uma vez que o conhecido “lixão” está fechado.  Assim, voltando às fotos, várias delas mostram a entrada do antigo lixão, atual local de transbordo do lixo, que fica ao lado do “canil”. E mostram também vários cães que não integram o Centro de Zoonoses, e sim, são animais da região.

Diantes deste fato, ainda na tarde desta sexta-feira (8), a secretaria Municipal de Meio Ambiente decidiu implantar um protocolo que visa controlar o acesso de visitações ao local. “O Canil Municipal é um centro de zoonose – enfermidades ou doenças infecciosas transmissíveis naturalmente entre animais vertebrados, invertebrados e o homem e vice-versa – e, por isso, estamos implantando um protocolo de visitação ao local”, observa o secretário municipal de Meio Ambiente de Ijuí, Antenor Weiller.

Com isso, visitações só serão feitas mediante agendamento.  Esse regramento especial, segundo o secretário, visa oferecer acompanhamento técnico e proteção especial aos visitantes. “Em razão desse protocolo, o grupo que esteve no Canil pela manhã, teve sua visita agendada para à tarde (13h30)”, explica.

Para agendar visitas, os interessados devem entrar em contato com a Coordenadoria de Proteção Animal (CPA), pelo telefone: 3332-9766. 

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí

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