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Enfermeira do Hospital de Clínicas fala sobre possibilidade de colapso em virtude de Covid-19

18 de junho de 2020

Nesta semana o Hospital de Clínicas de Porto Alegre divulgou que prevê colapso até o fim do mês se número de internações por Covid-19 continuar aumentando. A Rádio Progresso de Ijuí conversou nesta semana com a enfermeira Miriane Mello Silva Moretti que trabalha na unidade de saúde na capital.

O papel de enfermeiro vai muito além do enfrentamento à doença. Na foto, Miriane media uma conversa entre um internado e familiar que não pode visitá-lo.

Conforme Miriane todo dia tem novas rotinas, novas adaptações e muitos pacientes chegando. Em alguns dias a ocupação dos leitos chegou a 100%. A enfermeira relatou que a UTI – unidade de terapia intensiva tinha 40 leitos gerais e 5 de recuperação. Em virtude da pandemia foram criados mais 46 leitos em área improvisada no local onde seria a emergência do novo prédio. Neste momento estão sendo transferidos pacientes dessa área adaptada para o 7º andar, área nova específica de UTI. No entanto, a perspectiva inicial era de que, com isso, a UTI improvisada não fosse mais utilizada, porém, neste momento, não se descarta a possibilidade de manter os três espaços em funcionamento devido à alta demanda.

Só que há um grande empecilho e um problema enfrentado no Hospital de Clínicas: a falta de profissionais qualificados e capacitados para as funções. Miriane afirmou que por ser um hospital público, com contratações a partir de concurso, esgotaram-se os chamamentos de profissionais aprovados e mesmo com abertura de novo edital para seleção de enfermeiros, técnicos e médicos, ainda faltam profissionais com experiência e capacitação para atender casos graves de Covid-19.

Outro tema abordado pela enfermeira foi o surto de contaminações por Covid-19 em funcionários da unidade. Segundo ele, somente da unidade de terapia intensiva 20 pessoas contraíram a doença e precisaram se afastar. E o protocolo da casa de saúde é que esses profissionais só retornem ao trabalho depois de 2 testes negativos para a doença.

Sobre a vida pessoal, Miriane relatou que há 6 meses não tem contato com os pais. Ela afirma que neste sentido, de apoio emocional e psicológico, o hospital conta com equipes que se reúnem diariamente com qem atua na linha de frente para conversar e dar apoio.

Confira a entrevista completa reproduzida no programa “O Assunto é”:

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí

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