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Entenda como funciona a segurança da urna eletrônica

18 de julho de 2018

Desde 1996, a urna eletrônica é utilizada nas eleições em território nacional. Embora o Tribunal Superior Eleitoral reitere que o sistema é infalível e inviolável e que nunca houve indícios de fraude, há quem diga que o processo eleitoral pode ser comprometido e não confia na segurança da urna.

O secretário de tecnológia da informação do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, Daniel Wobeto, reconhece que a Justiça Eleitoral não consegue divulgar com clareza e ênfase necessária a segurança da urna elétrica para evitar a desconfiança em relação ao sistema eletrônica de votação. Wobeto reitera que a urna não tem acesso a internet e garante que o sistema obedece a diversos processos de segurança. Segundo ele, os questionamentos surgem pelo desconhecimento da população, alimentado por fake news. “Temos um dispositivo que não é um computador comum, suscetível a invasões ou falhas. Há muita informação falsa circulando, as pessoas, por desconhecimento, consomem essa informação e gera desconfiança. É muito difícil combater essas informações falsas. O que a justiça eleitoral pode fazer é garantir o que está correto. Demonstrar os processos de segurança que tem e pedir que essas pessoas cuidem o material que estão consumindo e compartilhando”, ressalta.

Ao comparar a urna eletrônica com um computador ou smartphone, Wobeto explica que a urna é fabricada para rodar apenas um aplicativo, desenvolvido pelo TSE, para registrar os votos, enquanto um computador ou smartphone é produzido para que vários e diferentes aplicativos sejam instalados, o que exige um protocolo de segurança mais flexível. Na urna elêtronica, o secretário de TI do TRE-RS explica que a segurança consiste em diversas camadas de tipos e finalidades diferentes, que fomam uma barreira. Quando uma dessas camadas é superada por um ataque, o sistema funciona como um efeito dominó, o que faz as outras camadas travarem a urna, tornando impossível a violação.

O processo eletrônico de votação possui dois mecanismos imprescindíveis para garantir a sua segurança, segundo o TSE. A assinatura digital é uma técnica criptográfica usada para garantir que um conteúdo possa ser verificado. Ou seja, garante que o programa não foi modificado de forma intencional ou não perdeu suas características originais por falha na gravação ou leitura. Isso significa que se a assinatura digital for válida, o arquivo não foi modificado. A assinatura digital também é utilizada para assegurar a autenticidade do programa, ou seja, confirmar que o programa tem origem oficial e foi gerado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Nesse caso, somente quem assinou digitalmente pode ter gerado aquela assinatura digital. Já o resumo digital, também chamado de resumo criptográfico ou hash, é uma técnica criptográfica que se assemelha a um dígito verificador. Dado um arquivo digital, pode-se calcular o resumo digital desse arquivo com um algoritmo público (método matemático conhecido por todos). No caso dos sistemas de urna, são calculados os hashs de todos os arquivos e esses resumos são publicados no portal do TSE.

Antes das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral ainda realiza testes de segurança na urna eletrônica. Nestes testes, inscritos podem tentar violar o sistema da urna. Os hackers também auxiliam verificando eventuais erros, contribuindo para o aperfeiçoamento do sistema. O último teste foi concluído em maio. Nesta edição, duas vulnerabilidades identificadas no teste anterior, em novembro do ano passado, foram corrigidas.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí/TSE

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