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[Especial] Conheça o Corupá Buffalos, adversário do Drones na Copa Sul

6 de outubro de 2017
Neste sábado, 07, o Ijuí Drones retorna ao campo do poliesportivo para buscar presença na semifinal da V Copa Sul de Futebol Americano. Para tanto, precisará derrotar o Corupá Buffalos em jogo que inicia às 14 horas. A equipe adversária disputou três jogos na primeira fase com uma vitória, um empate e uma derrota. Fez 45 pontos e sofreu 37.

Mas, afinal, que equipe é essa? O presidente do clube catarinense, Jéferson Maciel Breganholi concedeu entrevista à Rádio Progresso de Ijuí, ajudando a responder essa questão. Ele foi reeleito no cargo este ano e seu mandato encerra no final de 2018.

 

Foto: Samuel Machado/Chroma Fotografia

CRIAÇÃO, ATUALIDADE, ESTRUTURA

A equipe surgiu no ano de 2009 graças a união de alguns amigos que queriam que Corupá fosse representada por um time na modalidade. A ideia deu certo e, em 2012, o Buffalos conquistou o estadual catarinense ao derrotar o São José Istepôs na final. Em 2017, porém, a equipe não disputou o catarinense por passar por um período de reformulação.

Estávamos com o elenco um pouco debilitado. Por isso decidimos ficar apenas com a Copa Sul. Deu para dar uma reestruturada. Em questões financeiras também estávamos prejudicados. Se é para fazer uma análise de positivo-negativo, valeu ficar parado esse período e vir com força na Copa Sul”.

Apesar disso, ele lamentou a perda de jogadores lesionados e que se transferiram para outras equipes. A principal perda foi do Quarterback – por lesão – faltando cerca de um mês para iniciar a competição. A baixa trouxe uma série de dificuldades pela necessidade de reformular toda a forma de jogar.

“Os resultados não foram o que almejávamos. Queríamos uma vaga direta na semifinal. Mas, no final das contas, o objetivo era estar nos playoffs. Conseguimos”.

Os treinos da manada são realizados no campo do Seminário Sagrado Coração de Jesus. Para o presidente, o espaço é o “grande trunfo” do Buffalos:

GRANA

Manter financeiramente o clube é um desafio, visto que Corupá é um município pequeno. Conforme estimativa do Censo de 2016, Corupá – no norte catarinense  – possui 15.337 habitantes. A localidade, contudo, apresenta um diferencial turístico, devido a belezas naturais. Entre os destaques, a reserva Rota das Cachoeiras, com quatorze quedas d’agua dentro de seus limites, uma delas com 125 metros de altura.

Entretanto, para o orçamento do clube seguir saudável é preciso “fazer mágica”, diz o presidente.

ELENCO, VIAGEM

Jeferson Maciel afirma que vem a Ijuí com o que tem de melhor. As ausências serão os jogadores lesionados. São 54 players no elenco. Porém, com cinco deles no departamento médico, 49 estarão disponíveis para o embate com o Drones.

Para fazer frente aos zangões, a manada ainda precisará vencer o cansaço duma longa viagem. O deslocamento para a Colmeia do Trabalho inicia nesta sexta-feira, 06. A chega a Ijuí é aguardada para o meio dia deste sábado (07). O retorno inicia logo após o jogo, visto que o elenco quer dar apoio ao time feminino de flag numa competição local.

ESTRANGEIROS, FUTURO, BASE

Na opinião do presidente Jéferson Maciel, o intercâmbio com jogadores estrangeiros é algo fundamental para o crescimento das equipes no Brasil. Tanto que o Corupá Buffalos tentou a contratação de um americano para elevar o nível da equipe.

“Não deu certo por uma série de fatores. Questões financeiras, logísticas acabaram impedindo (…) O jogador estava com contrato assinado e optou por não vir por um problema de saúde na família”.

Ele revelou quem era o jogador:

Outra intenção era ingressar na Liga Nacional. Novamente, o fator financeiro foi um entrave. Contudo, a ideia será novamente debatida ao final da temporada. De qualquer modo, a médio e longo prazo a intenção é estar disputando as principais competições nacionais.

Para tanto, o Buffalos mantém um time sub-19. Muitos dos garotos da base já são, inclusive, aproveitados na equipe principal. Sobre a realidade de Santa Catarina com trabalho de base, citou alguns exemplos de equipes que fazem um bom trabalho. A ponto de a seleção catarinense de base estar em vias de ser reativada.

“Estamos tentando elaborar algo nesse sentido, incentivar a meninada aprender FA mais cedo e vir com bagagem para as equipes principais, mais preparados para o esporte e não chegar tão crus como a maioria de nós chegou”.

OUÇA A ENTREVISTA COMPLETA

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