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Estudante de medicina suspeito de pedofilia é novamente preso em Porto Alegre

21 de setembro de 2017
A polícia cumpriu mandado judicial, nesta quinta-feira, e prendeu preventivamente o estudante de Medicina, de 27 anos, suspeito de pedofilia. O homem foi preso em casa, em Porto Alegre, pela equipe da Delegacia de Polícia para Criança e Adolescente Vítima.

O estudante já havia sido detido em flagrante após ação do Ministério Público e da Polícia Civil, na terça-feira. Ainda na terça, ele pagou a fiança estipulada, de R$ 20 mil, e foi solto. No mesmo dia, a polícia solicitou a prisão preventiva do suspeito, o que se concretizou nesta quinta.

De acordo com a delegada, o trabalho investigativo vai apurar agora outras possíveis vítimas do estudante e se ele fazia parte de uma rede maior de pedofilia, por exemplo.

A primeira prisão do universitário ocorreu quando o estudante fazia estágio em um hospital. Na residência dele, onde ocorreu o flagrante, os policiais apreenderam cerca de 12 mil imagens de pornografia infanto-juvenil encontradas em um notebook, três smartphones e um pendrive. Todo o material recolhido, que teve a quebra de sigilo decretada judicialmente, vai ser agora periciado.

A prisão do estudante, que cursa o sétimo semestre em uma faculdade de Medicina em Porto Alegre, chama a atenção para a necessidade de que os pais fiscalizem o que os filhos fazem na rede mundial de computadores. A investigação teve início em agosto deste ano quando o Ministério Público foi acionado pela Polícia Civil de São Paulo sobre o caso de um menino, de 10 anos, que vinha sendo seduzido através de contatos pelo Facebook por alguém residente em Porto Alegre.

O Ministério Público acionou o Deca, que de início identificou a faculdade como um dos locais de origem do contato. A investigação chegou então até o universitário, que usou um perfil falso para contatar a criança e pedir fotos íntimas, coagindo-a para enviar as imagens de conteúdo pornográfico. A descoberta havia sido feita pelo pai do menino que, monitorando o filho na internet, encontrou no computador da criança a troca de conversas e uma expressão de cunho sexual.

O promotor de Justiça da Infância e da Juventude de Porto Alegre, Júlio Almeida, apontou que o computador do universitário reunia tanto fotos baixadas da internet como solicitadas de contatos dele. “Há vários arquivos com nomes de meninos. Possivelmente existia contatos com outras crianças e adolescentes”, observou.

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