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Estudo genômico do coronavírus detecta variante do Reino Unido em Pelotas

17 de abril de 2021
Fotografia/Getty Images

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) tem R$ 2,8 milhões disponíveis para serem usados em projetos de sustentabilidade ambiental e de incentivo à bioeconomia, mas que ainda aguardam destinação. Os recursos são do Fundo Nacional de Repartição de Benefícios, que foi criado a partir da Lei 13.123, de 2015, a Lei da Biodiversidade, para valorizar o patrimônio genético de espécies nativas, como plantas, animais e micro-organismos, e os conhecimentos tradicionais associados e promover o seu uso de forma sustentável.

O fundo é administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O órgão explicou à Agência Brasil que a contratação e acompanhamento dos projetos a serem apoiados com esses recursos fica a cargo do gestor financeiro, o Comitê Gestor do fundo, que é presidido pelo MMA. O contrato entre BNDES e governo federal para a gestão da conta foi assinado em 2019 e, até o momento, nenhum projeto foi contratado, portanto, não houve repasse de recursos.

O estudo genômico das variantes do coronavírus que circulam no Rio Grande do Sul, publicado pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) nesta sexta-feira (16/4), detectou pela primeira vez, em Pelotas, a variante B.1.1.7., que surgiu no Reino Unido.

Foi apenas uma amostra identificada com esta linhagem, com data de coleta em 25 de fevereiro, em pessoa sem histórico de viagem. Investigação de contatos não mostrou relação com ninguém que tenha viajado. De acordo com um dos autores do estudo, o especialista em Saúde do Laboratório Central do Estado (Lacen), Richard Steiner Salvato, “mais amostras da região serão sequenciadas para compreendermos se este é um caso isolado ou trata-se de transmissão comunitária [quando já está ocorrendo transmissão entre pessoas no mesmo local]”.

Além do Rio Grande do Sul, essa linhagem foi detectada em outros 11 Estados brasileiros e no Distrito Federal. É uma das variantes que causam preocupação por apresentar alterações no comportamento do vírus por carregarem mutações específicas. Essa linhagem é conhecida pela maior transmissibilidade, assim como a P.1 (de Manaus), além de uma possível maior severidade da doença.

As linhagens mais frequentes desde o início da pandemia no Estado foram as mesmas identificadas no restante do país: B.1.1.33, B.1.1.28, P.2 e P.1. Atualmente, a linhagem P.1 predomina sobre as demais.

As amostras analisadas foram de indivíduos que moram em 139 diferentes municípios do Rio Grande do Sul, de ambos os sexos e faixas etárias variadas. O sequenciamento genético é realizado por diversos laboratórios, como Lacen/RS, Fiocruz/RJ, Funed/MG, Universidade Feevale e outros.

Nesta última edição do boletim, foram incluídas amostras coletadas entre 9 de março de 2020 e 19 de março de 2021. Essa é quinta edição do boletim, de um estudo realizado desde fevereiro, contendo amostras coletadas desde o ano passado. No histórico, houve detecção de 22 variantes diferentes em circulação no Estado.

“A manutenção da vigilância genômica e a expansão, no futuro, para outras condições virais é um avanço e permite que entendamos o comportamento e a progressão das pandemias, permitindo, cada vez mais, que se possa fazer intervenções e trabalhar preventivamente, tomando cuidados efetivos para evitar mortes”, disse a diretora do Cevs, Cynthia Molina Bastos.

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Fonte: rs.gov.br
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