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Estudo indica estabilidade nos casos de coronavírus no RS

27 de maio de 2020

Pesquisa aponta que para cada caso notificado de coronavírus no Estado, existem três pessoas infectadas. Os dados indicam que um a cada 562 gaúchos contraiu a covid-19, ou seja, mais de 20,2 mil habitantes apresentam anticorpos, o que equivale a 0,18% do total da população. Como não pode haver redução no número de infectados no Estado, o resultado revela que a prevalência do coronavírus em território gaúcho está estável e controlado. Além disso, os dados mostram que houve uma redução na chamada “subnotificação de casos”, indicando que o Rio Grande do Sul tem conseguido aplicar mais testes na população. A estimativa foi apresentada a partir do estudo coordenado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e outras 12 universidades (entre elas a Unijuí) e apresentado pelo governador Eduardo Leite e pelo reitor da UFPel, Pedro Rodrigues Curi Hallal em transmissão ao vivo pelas redes sociais na tarde desta quarta-feira (27). Esta é a quarta fase da pesquisa que tem como objetivo identificar a prevalência da covid-19 no Rio Grande do Sul.

Foram testadas 4.500 pessoas, entre os dias 23 e 25 de maio, em nove cidades: Porto Alegre, Canoas, Ijuí, Passo Fundo, Uruguaiana, Pelotas, Santa Maria, Santa Cruz do Sul e Caxias do Sul, que juntas representam 31% da população gaúcha, estimada em 11,3 milhões. Cada município testou 500 pessoas. O teste rápido representa uma realidade de duas semanas antes, pois detecta os anticorpos nas pessoas e não consegue determinar quando o indivíduo foi infectado. O estudo, planejado inicialmente para estas quatro fases, será prorrogado e terá mais quatro fases, com a próxima fase entre 13 e 15 de junho e a última fase entre os dias 15 e 17 de agosto.

O estudo identificou oito testes positivos de coronavírus, dos quais metade foi registrado em Passo Fundo. Em relação a fase anterior, realizada entre os dias 9 e 11 de maio, a prevalência apontou redução no número de casos, pois foram 10 testes positivos registrados. O reitor da UFPel explica que não pode haver redução no número de casos estimados, mas que os dados são justificados pela margem de erro apresentadas nas pesquisas anteriores. Hallal considera que as fases 3 e 4 “dá empate”, ou seja não há uma grande diferença revelada na prevalência do vírus no Rio Grande do Sul, que continua sendo considerada baixa pelos pesquisadores. Pela margem de erro da pesquisa revelada nesta quarta-feira, podem haver até 39.819 pessoas com anticorpos. A estabilidade revelada na pesquisa, de acordo com o governador Eduardo Leite, corrobora com os dados de ocupação de leitos no sistema público de saúde monitorado pelo Executivo. No dia 9 de maio, a partir dos dados inseridos pelos hospitais de todo o Estado, havia 220 pacientes com diagnóstico confirmado de covid-19 ou com suspeita da doença e no dia 25 de maio, o número de pacientes era 225.

Na comparação com o estudo replicado no Brasil, que apresentou seus primeiros resultados revelando que 1,4% da população no país apresenta anticorpos, o Rio Grande do Sul tem sete vezes menos casos que o Brasil. O estudo coordenado pela UFPel também indicou dados de distanciamento das cidades pesquisadas, a partir das entrevistas com as pessoas testadas. Os dados indicaram que Porto Alegre é o município que menos tem cidadãos saindo de casa diariamente (22,2%), embora seja o que apresenta o maior número de pessoas que saem apenas para atividades essenciais (67%). Por outro lado, Pedro Hallal chamou atenção negativamente para Ijuí, que entre as 9 cidades, é a que mais tem pessoas saindo de casa diariamente (38%).

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí

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