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Ex-dirigentes da Cotrijuí são denunciados sobre armazém geral, mas representante do grupo nega irregularidade

22 de novembro de 2019
Na foto, a sede da Cotrijuí em Ijuí

O Poder Judiciário de Ijuí aceitou a denúncia contra ex-diretores da Cotrijuí. O Juiz de Direito, Eduardo Giovelli, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Ijuí, recebeu denúncia do Ministério Público de Santo Ângelo contra os ex-dirigentes da cooperativa, Gilmar Ribeiro Fragoso, Vanderlei Ribeiro Fragoso, Eugênio Frizzo e Renilton Krupp Prauchener, por apropriação indébita.

Eles são acusados de receber produtos agrícolas dos associados e vender sem autorização. A decisão foi publicada nesta sexta-feira, 22. Conforme o Ministério Público, desde 2013 a Cotrijuí passou a receber grãos no regime de armazéns gerais e estimular produtores cooperados a depositarem os grãos com o argumento de que não corriam risco de perda.

Contudo, afirma o MP, o regime de armazéns gerais não foi observado pelos réus quando estavam na direção da cooperativa, que negociaram os produtos depositados sem que houvesse as devidas autorizações de venda pelos depositantes, como se fossem proprietários dos produtos.

Na época, Vanderlei Ribeiro Fragoso era presidente da Cotrijuí. Eugênio Frizzo era outro administrador. Já Gilmar Ribeiro Fragoso e Renilton Krupp Prauchener eram funcionários. A investigação do Ministério Público aponta que foram causados danos materiais aos associados da Cotrijuí no valor de mais de 2 milhões e 500 mil reais.

Conforme o Juiz, Eduardo Giovelli, o expediente criminal tramitava em sigilo desde janeiro de 2018, quando foram deferidos dezenas de mandados de busca e apreensão em unidades da cooperativa e imóveis dos acusados.

Para o magistrado, os fatos são de elevada gravidade e é necessária a aplicação de medidas que garantam o eventual ressarcimento às vítimas. Além da instauração do processo, a Justiça ijuiense foram deferidos requerimentos de medidas cautelares consistentes em bloqueios de valores em contas correntes e de sequestro de vários imóveis dos réus para futuro ressarcimento aos prejudicados.

Contraponto

Um dos denunciados pelo Ministério Público, por suspeita de terem causado prejuízos à Cotrijuí, Gilmar Fragoso, que é advogado, conversou com a reportagem da RPI hoje à tarde. Disse que ainda não conhece o processo e espera a citação do Judiciário para que possa ocorrer a defesa.

No entanto, mesmo sem conhecer o teor da denúncia, Gilmar Fragoso ressaltou que a acusação de venda de grãos do armazém geral, sem autorização dos agricultores, não procede, pois na gestão mencionada da Cotrijuí, de 2013 a 2018, a direção trabalhou com transparência e honestidade.

Ele ainda argumentou que na época a direção da cooperativa foi prejudicada por penhora de faturamento e ações que dificultaram o plano de recuperação da Cotrijuí, que desde aquela época passava por grave crise financeira.

 Gilmar Fragoso também defendeu o irmão, Vanderlei Fragoso, além de Eugênio Frizzo e Renilton Krupp Prauchener. Disse que todos eles adquiriram os bens que possuem com o suor do trabalho. Em relação ao bloqueio de valores e sequestro de imóveis, Gilmar Fragoso observou que se isso efetivamente acontecer, haverá o esforço para o desbloqueio.

Gilmar Fragoso ainda se disse indignado pelo fato de que outras pessoas que passaram pela Cotrijuí não foram investigadas, sendo que há comentários sobre aumento de patrimônio desproporcional à respectiva renda.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí

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