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Falta de infraestrutura é desafio para recicladores

18 de junho de 2021

O frio que tem se acentuado nos últimos dias, evidencia um problema que se estende independente do clima. A falta de infraestrutura necessária para que os recicladores das Associações ARL6 e Acata, faz com que o trabalho seja prejudicado constantemente. Há anos os trabalhadores buscam melhorias para as sedes, já que é da reciclagem que parte o sustento de muitos. Em visita às associações, a reportagem da RPI conversou com representantes. 

Na ARL6 (Associação de Catadores da Linha 6), que apesar de ter mudado de endereço, conserva o nome por questões estatuárias, encontramos o problema mais grave. A estrutura da sede que abriga os materiais reciclados, está precária. Não há proteção lateral, o que faz com que o local seja inundado toda vez que chove. Em entrevista à RPI, Fabrício Carpes, representante dos recicladores, disse que a problemática é ainda maior porque a água da chuva não tem por onde escoar e acaba alagando o galpão. “A água fica um palmo acima do chão, molha tudo, temos que parar de trabalhar”. 

Os alagamentos representam um risco ainda maior aos trabalhadores, porque as máquinas utilizadas no processo de reciclagem são trifásicas. Fabrício disse que os moradores temem, além de um choque elétrico, a perda de alguns materiais. Segundo ele, há a aproximadamente três anos, a administração municipal trocou o telhado do local, no entanto, a ampliação prometida e a colocação de proteção lateral, ficaram na promessa. “Vieram aqui, colocaram o telhado novo, mas não voltaram mais para ampliar. Precisamos de um espaço maior, não temos mais espaço. Também precisamos que coloquem proteção lateral, é muito frio aqui”, pontuou. 

Na Acata, a situação também preocupa, isso porque a sede da associação fica em um local com bastante moradores no entorno. A falta de proteção lateral no galpão faz com que animais, proliferados através do lixo, adentrem nas residências. Este, segundo a presidente da Associação, Ana Alice de Vargas, é um dos principais problemas. “Como não tem proteção lateral, alguns animais se proliferam através dos materiais sim, e isso incomoda os vizinhos”.

Além disso, o frio no local é intenso, já que se trata de um espaço localizado no alto. “Tem muito vento, muito frio, é difícil trabalhar”.  

O Vereador Beto Noronha (PT), acompanhado de membros da administração, como o secretário de habitação, Marcelo Buss e de Desenvolvimento Social, Ezequiel Buzatto, intermediou visita dos recicladores de Ijuí a municípios da região, afim de proporcionar a eles, contato com outras organizações. Segundo o vereador, há recurso para reforma nos prédios das associações, o que impede o procedimento é apenas uma questão burocrática. “Foi feito projeto, temos o recurso. A única coisa que impede é que a administração anterior não deixou isto previsto no orçamento. Mas essa questão pode ser facilmente resolvida, com o envio de um projeto de lei para a câmara, solicitando abertura de crédito adicional”, disse. 

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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